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Economia e Emprego

"Medidas são de longo prazo e vão atrair investimentos e garantir crescimento sólido"

Davos

Ministro Joaquim Levy lembrou que a economia tem seu próprio tempo para reagir e que parte da inércia de 2014 pode se refletir no primeiro trimestre de 2014
por Portal Brasil publicado: 22/01/2015 15h37 última modificação: 22/01/2015 15h37

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou que as medidas econômicas tomadas recentemente pelo governo – e as que serão tomadas nos próximos meses – garantirão, passo a passo, um crescimento sólido ao País.

“Principalmente para o investidor internacional, é muito importante saber que estamos trabalhando não para o curtíssimo prazo. Não estamos aqui procurando fazer remendos. Estamos arrumando para termos um crescimento sólido. Então, acho que não vamos ter tantas dificuldades”, afiançou ele na quarta-feira (21), em entrevista coletiva em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

O ministro lembrou que a economia tem seu próprio tempo para reagir e que parte da inércia de 2014 pode se refletir no primeiro trimestre de 2015, mas isso não vai impedir a retomada do crescimento. “Tivemos uma contração, deu uma melhorada, e é muito provável que a gente vá continuar subindo”, enfatiza.

“Temos que ser cautelosos. Mas acredito que, com a arrumada na casa que o governo está promovendo, dentro em pouco teremos a confiança [do mercado]. A gente já vê em alguns indicadores [positivos] do mercado de capitais. (…) Então, acho que a economia tem tudo para reagir bem quando as coisas estiverem nos seus lugares”, afirmou.

Em suas conversas com empresários, investidores e representantes de governos em Davos, o ministro relatou ter encontrado um interesse e uma torcida muito grandes pelo Brasil. “A gente já vê a disposição das pessoas para tomarem risco [de investir] no Brasil. Esse é o primeiro impacto.”

“Acho que na hora que a gente tiver posto todas as peças no lugar, tiver dado a sinalização de preços, muitas empresas e pessoas vão estar retomando suas decisões [de investir no País]. E eu acho que esse é o caminho pra gente retomar o crescimento e também preservar os empregos”, acrescentou.

Competitividade e mercado de trabalho

Joaquim Levy explicou que os ajustes econômicos vão preparar o País para um cenário global mais competitivo, em que o bônus das commodities já não está mais tão presente.

Por isso, é preciso facilitar a vida de quem acredita e investe no Brasil, simplificando, por exemplo, as questões tributárias, a fim de criar um cenário favorável ao mercado financeiro, ao investimento, ao empreendedorismo, à geração do emprego e ao crescimento da renda.

“Muita coisa, que ainda vamos fazer nos próximos meses, vai facilitar exatamente essa questão”, adiantou.

Segundo ele, o governo tem uma grande agenda nesse sentido. “Todo o governo, não apenas a Fazenda. Para as pequenas e médias empresas, que são aquelas que mais rapidamente criam empregos. Então, para falarmos do mercado de trabalho, temos que ver todas as outras coisas que vamos fazer. Estamos realmente trabalhando ao máximo para antecipar essas medidas de facilitação, para criar um ambiente para que as pessoas que acreditam no Brasil possam fazer as coisas.”

Durante a entrevista em Davos, o ministro ainda elogiou o trabalho que vem sendo feito pelo empresário Armando Monteiro à frente do ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, quanto ao aumento da competitividade das empresas brasileiras.“Ele tem focado muito em que a gente tem que exportar, tem que estar aí conquistando mercado.”

Para Levy, a atual queda no preço do petróleo pode ajudar a economia mundial a crescer e ser benéfica para o Brasil neste sentido.

“Se a economia mundial cresce, exportar fica até mais fácil. Nos Estados Unidos, onde a economia vem crescendo, nossas exportações vêm aumentando. Inclusive as exportações de manufaturados. Então, a queda do petróleo é uma boa notícia, inclusive para as nossas indústrias, no sentido de manufatura. Porque abre novos mercados para o Brasil. Por isso, quando se olha no geral, o petróleo mais baixo é bom para o Brasil”, concluiu Levy.

Fonte:
Blog do Planalto 

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