Governo
Ministro recebe grupo de investidores estrangeiros
Cenário econômico
O ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR), Marcelo Neri, recebeu nesta quinta-feira (29) em seu gabinete um grupo de investidores da Trans-National Research, grupo internacional de consultores econômicos e políticos que atua no mundo todo prestando consultoria com foco em decisões de investimento.
Representados por Wendy Polanco, diretora do Grupo Latino Americano da Trans-National, os consultores vêm ao Brasil encontrar, além do ministro Marcelo Neri, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, do Planejamento, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central do Brasil, Alexandre Tombini.
No encontro na SAE, os investidores pediram ao ministro que fizesse uma análise sobre o cenário econômico e social brasileiro atual e prospectivo, apontando também para os principais desafios.
Ao ser perguntado sobre os percalços e avanços brasileiros, Neri ressaltou que existe uma divergência entre a trajetória de indicadores econômicos e sociais que vem desde 2003, independente de ajustes.
“Desde 2003, temos um crescimento da renda das pessoas, medidas pelas pesquisas domiciliares, muito acima do crescimento do PIB, apesar de ambos estarem crescendo. Mesmo com a desaceleração econômica no período recente, o que se viu foi um aumento dessa divergência, com a renda das pessoas crescendo a níveis significativos. O que explicou e continua explicando essa divergência é basicamente a diferença entre deflatores usados: o deflator do PIB cresceu bem acima do INPC ou do IPCA, que são usados para as pesquisas domiciliares”.
O ministro Neri destacou os maiores progressos sociais que o Brasil teve nos últimos anos: “Tivemos grandes avanços estruturais nos últimos anos, tendo a renda do trabalho como principal motor das mudanças. O símbolo da ascensão social no Brasil foi a carteira de trabalho, a expansão trabalho formal. Também tivemos marcados avanços na educação, apesar de ainda apresentarmos níveis inaceitáveis. As mulheres estão tendo menos filhos, esses estão indo para a escola e ao se formarem conseguindo um emprego formal. A fotografia brasileira ainda é ruim, mas o filme recente nos mostra mudanças estruturais”.
Marcelo Neri também disse acreditar que o choque de credibilidade dado com a nova equipe econômica do governo pode ajudar o Brasil a fazer uma transição mais rápida e menos custosa para um novo ciclo de crescimento econômico. “Temos um longo caminho pela frente, escorregadio e cheio de curvas, mas estamos em uma melhor posição hoje para traçá-lo”.
Neste momento de ajuste fiscal, é preciso trabalhar na agenda de reformas, destacou o ministro. Dentre as reformas necessárias, citou o desafio de aumentar a produtividade e a poupança no País, não só a poupança pública e externa, mas principalmente a poupança das famílias, que é muito baixa.
O ministro também destacou a importância de investir na inclusão financeira no Brasil, iniciativa que a SAE está desenvolvendo em parceria com o Banco Central.
Por fim, o ministro da SAE ressaltou que essa agenda, apesar de necessária, deve ser realizada da forma mais eficiente e equitativa possível. Para isso, apontou é preciso avaliar os programas e políticas, para cortar gastos da melhor maneira.
“Precisamos definir quais são as melhores regras e dar os melhores incentivos para melhorarmos nossa situação fiscal. Existe uma diferença entre políticas sociais e direitos da sociedade, e o governo não vai reduzir os direitos das pessoas. O que está sendo feito é uma mudança de instrumentos de política e não de direitos”.
Fonte:
Secretaria de Assuntos Estratégicos
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