Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2015 > 01 > Número de empresas exportadoras chegou a 19.250 em 2014

Economia e Emprego

Número de empresas exportadoras chegou a 19.250 em 2014

Comércio exterior

De janeiro a dezembro valor total exportado pelo Brasil chegou a US$ 225,101 bilhões; com média diária de US$ 889,7 milhões
por Portal Brasil publicado: 06/01/2015 14h43 última modificação: 06/01/2015 14h43

Em 2014, o número de exportadores brasileiros cresceu pelo segundo ano consecutivo. De janeiro a dezembro do ano passado, 19.250 empresas brasileiras realizaram vendas ao exterior. Foram 441 a mais que em 2013 (18.809), um crescimento de 2,3%.

O valor total exportado pelo Brasil em 2014 chegou a US$ 225,101 bilhões; com média diária de US$ 889,7 milhões.

O resultado é 7% menor se comparado a 2013, quando as vendas ao exterior totalizaram US$ 242,034 bilhões; com média de US$ 956,7 milhões.

As importações no período foram de US$ 229,031 bilhões; com média de US$ 905,3 milhões. Esse resultado representa uma queda de 4,4% em relação à média diária do mesmo período anterior, quando as compras externas foram de US$ 239,650 bilhões (média de US$ 947,2 milhões).

A corrente de comércio, soma de importações e exportações, foi de US$ 454,132 bilhões no ano (média de US$ 1,795 bilhão), com diminuição de 5,7% em relação à  média de 2013 (US$ 1,903 bilhão).

O saldo comercial em 2014 ficou negativo em US$ 3,93 bilhões. Na entrevista coletiva para comentar os dados de 2014, o secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, explicou que o déficit da balança comercial representa 1,7% do total exportado no período. 

Confira os dados da balança comercialAcesse a apresentação dos resultados.

O secretário atribuiu o resultado negativo a três fatores principais: à queda no preço das commodities, ao cenário internacional desfavorável - com destaque para a recessão econômica argentina -  e ao déficit na conta petróleo. 

Com a queda no preço das commodities em 2014, as exportações brasileiras deixaram de arrecadar US$ 12,9 bilhões a preços de 2013. “Chamo atenção que, apenas em relação ao minério de ferro, houve uma perda de US$ 8 bilhões em função da queda de preço”, disse Godinho.

Em 2014, a queda do preço médio do minério de ferro foi de 47%, atingindo o menor nível desde 2009. As causas, segundo Godinho, foram o aumento da produção mundial e da demanda menos aquecida globalmente, principalmente da China.

“Apesar do aumento de 15 milhões de toneladas na quantidade exportada, a queda de preço fez com que tivéssemos uma receita 20% inferior em relação à exportação deste produto”, detalhou Godinho. 

Sobre o cenário internacional, o secretário analisou que dos 15 principais mercados de destino das exportações brasileiras, dez registraram quedas nas suas importações totais do mundo. “Nos mercados em que houve crescimento, ele foi moderado e nos mercados em que houve queda, esta foi mais acentuada”, disse Godinho.

O secretário ainda avaliou a retração das exportações para a Argentina. “Num cenário de redução de atividade econômica e consequente queda de renda, os produtos que mais têm seu consumo diminuído são justamente  os manufaturados, que são os produtos da pauta de exportações brasileiras para a Argentina”, comentou o secretário. 

Em relação à conta petróleo, o déficit que era de US$ 5 bilhões, em 2012, passou para 20 bilhões em 2013, com produção e exportação menores e maiores importações. Em 2014, houve redução do déficit. 

“Conforme esperado, tivemos aumento de produção de petróleo no ano passado, e com isso aumentaram as exportações brasileiras em 13,9%. Houve redução nas importações de 1,5%, mas o impacto na balança comercial ainda é expressivo com déficit de US$ 16,6 bilhões” disse Godinho. 

Um dos destaques positivos do ano foram os Estados Unidos que tornaram-se o principal destino dos produtos manufaturados brasileiros (US$ 13,7 bilhões) superando a Argentina (US$ 12,8 bilhões).

“Temos uma gradual retomada do dinamismo econômico norte-americano com expansão de 3,4% de suas importações do mundo, mas o Brasil conseguiu avançar mais nas suas exportações para aquele mercado, registrando um crescimento de 9,8% em suas vendas para os EUA”, afirmou o secretário. 

Godinho também destacou que, dos dez principais produtos da pauta brasileira, sete tiveram recordes de exportações. Entre os destaques em 2014, estão a soja mesmo triturada, com US$ 23,2 bilhões (crescimento de 2% em relação a 2013), farelos e resíduos da extração do óleo de soja (US$ 7 bilhões; crescimento de 3,1%), carne bovina congelada, fresca ou refrigerada (US$ 5,7 bilhões; crescimento de 8,1%) e celulose (US$ 5,2 bilhões; crescimento de 2,2%).

Cenários para 2015 

O secretário de Comércio Exterior do Mdic afirmou que o resultado da balança comercial em 2015 será soma de vários fatores. Entre os aspectos positivos é esperada uma redução maior do déficit na conta petróleo em função do efeito combinado do aumento da produção brasileira e queda dos preços internacionais.

Além disso, o crescimento econômico dos EUA (previsto para 3,1% contra 2,2 % em 2014) deve influenciar as exportações brasileiras de manufaturados e a taxa de câmbio deve ser mais favorável às exportações. 

Godinho também projetou que a safra brasileira de grãos deve ser recorde e romper a barreira das 200 milhões de toneladas. Também haverá aumento da produção de minério de ferro.

Os desafios, segundo o secretário, continuarão sendo o preço reduzido das commodities, o cenário internacional desaquecido e o menor crescimento da economia chinesa.

“O Mdic e sua nova equipe se empenharão bastante para alcançar, via aumento das exportações, um resultado positivo para 2015”, disse o secretário ao informar que permanecerá no cargo nesta administração. 

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Dilma participa da abertura da colheita em Eldorado do Sul
Presidenta também inaugurou a unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados de Porto Alegre
Dilma afirma que ajuste fiscal irá garantir crescimento
Presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo para que país saia da atual situação
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro
Presidenta também inaugurou a unidade de secagem e armazenagem de arroz da Cooperativa dos Trabalhadores Assentados de Porto Alegre
Dilma participa da abertura da colheita em Eldorado do Sul
Presidenta ressaltou a importância da aprovação das medidas fiscais propostas pelo governo para que país saia da atual situação
Dilma afirma que ajuste fiscal irá garantir crescimento
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro
“Gasto de custeio da máquina do governo hoje é menor que em 2010”, diz ministro

Últimas imagens

Em um único ambiente eletrônico estarão as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias
Em um único ambiente eletrônico estarão as informações relacionadas à titularidade dos imóveis envolvendo operações como alienações, doações e garantias
Foto: Pref. de Jundiaí/SP
Além de corrigir a tabela do IRPF, o projeto reduz benefícios fiscais concedidos às centrais petroquímicas e às indústrias químicas
Além de corrigir a tabela do IRPF, o projeto reduz benefícios fiscais concedidos às centrais petroquímicas e às indústrias químicas
Foto: Governo da BA
Mulheres ativas no mercado de trabalho – ou seja, que exercem alguma atividade remunerada – chegam a dedicar quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos na comparação com os homens inativos
Mulheres ativas no mercado de trabalho – ou seja, que exercem alguma atividade remunerada – chegam a dedicar quase o dobro do tempo aos afazeres domésticos na comparação com os homens inativos
Foto: Foto: Sergio Amaral/MDS
As gravações ocorreram nas cidades de Brasília (DF), Itajaí (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES)
As gravações ocorreram nas cidades de Brasília (DF), Itajaí (SC), Foz do Iguaçu (PR) e Vitória (ES)
Entidade do setor de materiais de construção aponta que 45% dos empresários pretendem retomar investimentos
Entidade do setor de materiais de construção aponta que 45% dos empresários pretendem retomar investimentos
Foto: Cayo Vieira/EBC

Governo digital