Economia e Emprego

FINANÇAS PÚBLICAS

Levy reafirma compromisso com superávit de 1,2% em 2015 e diz que inflação está em rota de queda

Dados foram apresentados a investidores nos EUA e mostram que participação privada na infraestrutura já é realidade, com investimentos de quase US$ 300 bi em 20 anos
publicado: 18/02/2015 17h54, última modificação: 22/12/2017 15h42

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, reafirmou nesta quarta-feira (18), durante reunião com empresários e investidores em Nova York, seu compromisso com o ajuste das contas públicas do País a fim de atingir, neste ano, uma economia para o pagamento de juros da dívida (superávit primário) de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Essa sigla representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no País em determinado período.

Entre as medidas, de acordo com os dados apresentados pelo ministro está o fim dos aportes adicionais de recursos do Tesouro Nacional ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A apresentação foi feita durante o Outlook 2015, promovido pelo Conselho das Américas e Americas Society em parceria com a Brazil Investimentos & Negócios (Brain) e Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (Anbima).

Sobre a inflação, Joaquim Levy disse que está em trajetória de queda e deve convergir para o centro da meta no longo prazo. A perspectiva é de que a inflação recue da estimativa acima de 7% prevista para este ano para algo próximo de 5% em 2018.

Na apresentação, o ministro da Fazenda mostrou que a participação do setor privado nos investimentos em infraestrutura tem sido uma realidade para expandir esse setor nos últimos 20 anos, com a destinação de quase US$ 300 bilhões em estradas, portos, mobilidade urbana, ferrovias, aeroportos, energia e gás e óleo. E os investimentos serão mantidos.

A apresentação traça ainda a expectativa na produção potencial de energia até 2017, mostrando que, embora tenha crescido o consumo de energia nos últimos anos, principalmente entre as famílias, o potencial de expansão na produção de eletricidade se mantém crescente, a uma taxa média de 4,6% ao ano entre 2002 e 2014.

Fonte: Portal Brasil com informações do Ministério da Fazenda

error while rendering plone.belowcontentbody.relateditems