Economia e Emprego
Ajuste fiscal é robusto e inflação começa a cair em abril, afirma Tombini no Senado
ESTABILIDADE ECONÔMICA
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, destacou que a política monetária do País continuará vigilante e que a inflação deve recuar a partir de abril. “A partir de abril inflação deve ficar em patamar menor que no primeiro trimestre”, disse nesta terça-feira (24), em audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado Federal.
Veja a apresentação de Alexandre Tombini no Senado
Ele disse que o governo federal está propondo e adotando “amplo, profundo e consistente conjunto de medidas fiscais, que inclui contenção de despesas correntes e parafiscais, eliminação de subsídios, realinhamento de tarifas públicas, bem como medidas de cunho mais estrutural”.
Tombini está confiante que, a partir do próximo mês, a economia brasileira deve superar as altas registradas nos três primeiros meses desse ano, quando houve um realinhamento dos preços administrados, como energia elétrica e combustíveis. Os resultados, afiançou, começarão a aparecer, com queda no ritmo de alta dos preços, e se tornarão mais consistentes em 2016, quando a inflação deve retornar ao centro da meta, de 4,5%.
Cenário para este ano é positivo
Quanto ao Sistema Financeiro, o presidente do BC considerou que está sólido, bem capitalizado e com índices de inadimplência em patamares historicamente baixos. Por isso, para este ano de 2015, a perspectiva é de redução do déficit em transações correntes.
Tombini afirmou que o interesse dos investidores estrangeiros pelo Brasil continua. Segundo ele, no ano passado, ingressaram no País mais de US$ 60 bilhões. Para este ano, a previsão está em torno de US$ 65 bilhões.
“O ingresso de capitais estrangeiros deve se manter em linha, como observado em anos anteriores. E o investimento estrangeiro direto [IED] deverá responder majoritariamente pelo financiamento das transações correntes. Já relativamente ao setor externo, o Brasil apresenta um balanço de pagamento equilibrado, com a economia brasileira atraindo capitais estrangeiros em montante suficiente para financiar o resultado das transações correntes. E esses capitais são representados, majoritariamente, pelo ingresso de investimento estrangeiro direto”, relatou.
Em 2014, o IED de US$ 60 bilhões representou quase 70% do déficit em transações correntes observado no período. O ingresso das demais modalidades de capitais manteve-se dentro da expectativa do governo, afirmou o presidente do BC, destacando que a taxa de rolagem de refinanciamento atingiu 153% no ano passado.
Ainda sobre o corrente ano, avaliou que a balança comercial deve voltar a apresentar superávit, influenciada pelo aumento das exportações, a despeito da retração dos preços das commodities e pela redução das importações, dado o menor dinamismo da atividade doméstica.
“Diante desse cenário, vislumbro o comportamento do balanço de pagamentos dentro do padrão de normalidade neste e nos anos à frente, ressaltando que o fato de a taxa de câmbio situar-se em patamar mais depreciado do que o observado nos últimos anos”, o que favorece a redução do déficit em transações correntes.
Sobre o mercado de trabalho, Tombini considerou que já está menos tensionado e a perspectiva de aumento da taxa de participação na força de trabalho pela expansão da população economicamente ativa, nos próximos trimestres, “entre outros fatores”, tendem a moderar pressões inflacionárias à frente.
Em síntese, excelentíssimos senhores e senhoras senadoras e senadores, há um conjunto de fatores que, na nossa visão, indicam ser factível a convergência da inflação para o centro da meta em 2016. Esse é o objetivo do Copom, o Comitê de Política Monetária, que manterá a política monetária vigilante para assegurar que a inflação mensal em patamar elevado fique circunscrita aos primeiros meses de 2015 e, principalmente, para assegurar a convergência da inflação acumulada em doze meses para o centro da meta em 2016.
Fonte: Portal Brasil com informações da Agência Senado
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