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Economia e Emprego

Ministério da Agricultura quer fomentar o consumo de leite

Produto animal

Programa de incentivo vai aumentar a qualidade e as exportações e capacitar produtores de GO, MG, SC, PR e RS
por Portal Brasil publicado: 23/03/2015 12h17 última modificação: 02/04/2015 10h59

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento prepara um conjunto de ações para estimular a produção e o consumo do leite, informou o órgão na sexta-feira (20).

O novo programa busca aumentar a qualidade do leite, ampliar as exportações e capacitar trabalhadores e produtores dos cinco principais estados que garantem o abastecimento do País. São eles: Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

O programa, que está sendo formulado em parceria com representantes de produtores, cooperativas e indústria, foi apresentado de forma preliminar à ministra Kátia Abreu nessa quinta-feira (19).

“Precisamos de foco na melhoria da qualidade e eficiência produtiva, uma vez que não se consegue ter indústria competitiva sem base produtiva competitiva”, afirmou a ministra.

O Brasil é o quarto maior produtor mundial de leite, com 34 bilhões de litros em 2013. Para a ministra, o setor pode melhorar sua performance investindo na qualidade.

Assistência técnica

O principal pilar do programa é a assistência técnica. Os produtores interessados poderão se inscrever em cursos de capacitação, que serão ofertados em parceria com o Sistema S e deverão ter duração de dois anos.

Técnicos da agroindústria e transportadores de leite também receberão qualificação em práticas adequadas de higiene, qualidade e segurança.

Os cursos visam aperfeiçoar o manejo do leite e, com isso, aumentar a produtividade e a renda dos produtores. Segundo dados do Censo Agropecuário (IBGE, 2006) dos 5,1 milhões de estabelecimentos rurais, 77% não recebem nenhum tipo de orientação técnica.

Linha de crédito

Os produtores contemplados também deverão contar com uma linha de crédito especial para custeio e investimento. O Mapa pretende desburocratizar o acesso a programas de financiamento já disponíveis e estuda criar uma linha de crédito permanente para retenção de matrizes leiteiras bovinas e bubalinas.

Outra prioridade será a erradicação da brucelose e da tuberculose, amplamente disseminadas no território brasileiro. O Mapa estuda criar fundos estaduais para indenização por animais contaminados, mas antes vai acelerar o levantamento da situação epidemiológica dos cinco estados.

Estima-se que as perdas diretas com a brucelose sejam de 25% na produção de leite. No caso de tuberculose, a estimativa é de 10 a 18% de queda.

Com a sistematização dos dados da Rede Brasileira de Laboratórios de Qualidade do Leite, o programa pretende desenvolver, em parceria com a Embrapa, uma plataforma integrada para análise e interpretação dos dados laboratoriais dos cinco estados.

Com isso, será possível compilar informações sobre a qualidade do leite.  O ministério estuda uma forma de harmonizar os parâmetros de qualidade do leite entre os serviços de inspeção federal, estadual e municipal. Os produtores também reivindicam atualização de marcos regulatórios e reestruturação do Programa Nacional de Qualidade do Leite.

Consumo

O Ministério da Agricultura deverá implementar também iniciativas para promover o consumo de leite e derivados, além de ampliar programas institucionais do governo federal para compra e distribuição de leite a famílias carentes.

Estimular o consumo de leite ajuda a ajustar a oferta e a demanda no setor. Apesar de o consumo doméstico ter aumentado 2% no ano passado, a produção cresceu 7% nos nove primeiros meses de 2014 em relação ao mesmo período de 2013, de acordo com o IBGE.

Segundo as recomendações do Ministério da Saúde, o consumo de leite, na forma fluida ou de derivados lácteos, varia de acordo com a idade das pessoas. A recomendação para crianças de até dez anos é de 400 mL/dia, isto é, 146 litros/ano de leite fluido ou equivalente na forma de derivados. Para os jovens de 11 a 19 anos, o consumo é maior, de 700 mL/dia ou 256 litros/ano e para os adultos acima de 20 anos a recomendação é de 600 mL/dia ou 219 litros/ano, inclusive para os idosos. O consumo para esse grupo de pessoas deve ser principalmente desnatado.

Fonte:
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Agência de Informações Embrapa

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