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Economia e Emprego

Segunda semana de março totaliza US$ 3,624 bilhões em exportações

Balança comercial

No mesmo período, as importações somaram US$ 3,648 bilhões
por Portal Brasil publicado: 18/03/2015 16h20 última modificação: 18/03/2015 16h20

As empresas brasileiras exportaram US$ 3,624 bilhões entre os dias 9 e 15 de março, informou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) na segunda (16).

A média diária das exportações, segundo o MDIC, chegou a US$ 724,8 milhões. Esse resultado representou uma redução de 7,8% em relação à semana anterior.

Nessa comparação, houve diminuição das vendas de manufaturados (-13,5%) – principalmente tubos de ferro fundido, laminados planos, automóveis e partes, suco de laranja e veículos de carga – e de produtos básicos (-11,2%) – por conta de soja em grão, minério de ferro, carne de frango e bovina, e farelo de soja.

Já as vendas externas de produtos semimanufaturados apresentaram crescimento de 12,8%, motivado, principalmente, pelos embarques de celulose, ouro em forma semimanufaturada, ferro fundido e óleo de soja em bruto.

No mesmo período, os importadores brasileiros compraram US$ 3,648 bilhões, volumes que representam um déficit semanal de US$ 24 milhões.

A média diária das importações chegou a US$ 729,6, uma retração de 8,3% na comparação com a primeira semana do mês, explicada, principalmente, pela diminuição nos gastos com combustíveis e lubrificantes, aparelhos eletroeletrônicos, veículos automóveis e partes, plásticos e obras, e siderúrgicos.

Mês

No mês, a média diária das exportações é de 755,4 milhões, valor 18,6% inferior à média registrada em março do ano passado. Neste cenário, houve diminuição das exportações de produtos básicos (-32,4%) – principalmente minério de ferro, soja em grão, carne suína, de frango e bovina, e petróleo em bruto – e manufaturados (-6,7%) – aviões, polímeros plásticos, motores e geradores, motores para veículos, açúcar refinado e autopeças.

Por outro lado, observa-se, no mesmo período comparativo, um aumento nas vendas de produtos semimanufaturados de 6,2%, especialmente de ouro em forma semimanufaturada, açúcar em bruto, madeira serrada, celulose, ferro-ligas e ferro fundido.

Na comparação com fevereiro deste ano, também pela média, as exportações cresceram 12,4%, com destaque para os três grupos de produtos: básicos (18,4%), manufaturados (9,1%) e semimanufaturados (3,7%).

As importações registram média diária de US$ 762,8 milhões, performance 17,2% menor que a verificada em março do ano passado, com redução, principalmente, das compras externas de adubos e fertilizantes (-33,9%), veículos automóveis e partes (-33,4%), combustíveis e lubrificantes (-30,1%), borracha e obras (-24,5%) e equipamentos mecânicos (-20,1%).

Em relação a fevereiro, a redução é de 8,1% nas importações, causada  essencialmente por combustíveis e lubrificantes (-38,8%), adubos e fertilizantes (-24,4%), plásticos e obras (-13,4%) e siderúrgicos (-8,7%).

Ano

No ano, até a segunda semana de março (49 dias úteis) as exportações chegam a US$ 33,350 bilhões (média diária de US$ 680,6 milhões). Em relação ao mesmo período do ano passado, quando a média diária das exportações foi de US$ 791,1 milhões, houve a retração de 14%.

As importações foram de US$ 39,439 bilhões, com média diária de US$ 804,9 milhões. Valor 11,3% menor que o registrado no mesmo período de 2014, quando a média diárias das importações foi de US$ 907 milhões.

De janeiro à segunda semana de março, o saldo da balança comercial está deficitário em US$ 6,089 bilhões, com resultado médio diário negativo de US$ 124,3 milhões. No período equivalente de 2014, foi registrado déficit de US$ 5,785 bilhões, com média diária negativa de US$ 115,9 milhões.

No período, a corrente de comércio – soma das duas operações – chegou a US$ 72,789 bilhões, com desempenho diário de US$ 1,485 bilhão. O valor é 12,5% menor que o verificado em 2014 (US$ 1,698 bilhão).

Exportações agropecuárias

Os cinco estados que mais exportaram em fevereiro de 2015 alcançaram a soma de somaram US$ 3,22 bilhões, o que representa uma participação de quase 66%.

De acordo com o Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro (Agrostat), em primeiro lugar está São Paulo, com US$ 971,70 milhões, seguido pelo Paraná, com US$ 626,51 e Mato Grosso, com US$ 573,42 milhões. Em quarto colocado ficou o Rio Grande do Sul, com US$ 540,56 milhões e, em quinto, Minas Gerais, com US$ 506,12 milhões.

O complexo sucroalcooleiro foi o principal setor exportador do estado de São Paulo no mês, somando US$ 254,91 milhões. Deste valor, US$ 210,56 milhões são de açúcar de cana ou beterraba, US$ 41,18 milhões são de álcool e US$ 3,16 milhões de demais açúcares.

Em seguida, o destaque é do setor de carnes, com a cifra de US$ 158,42 milhões, sendo US$ 125,27 milhões em carne bovina e US$ 30,78 milhões em carne de frango. Por último, estão os sucos, com US$ 156,67 milhões, com destaque para o suco de laranja, que atingiu US$ 155,4 milhões em fevereiro.

No Paraná, o setor de carnes foi o maior exportador do mês passado, com a soma de US$ 194,48 milhões, sendo US$ 172,22 milhões em carne de frango, US$ 8,92 milhões em carne de peru, US$ 6,82 milhões em carne suína e US$ 4,38 milhões em carne bovina. Em seguida, ficou o complexo soja, que alcançou o montante de US$ 172,27 milhões.

No setor, a soja em grãos ficou em primeiro, com US$ 82,45 milhões, seguida pelo farelo de soja, com US$ 59,27 milhões e óleo de soja, com US$ 30,55 milhões.

O complexo soja ficou em primeiro lugar nas exportações do Mato Grosso, com o valor de US$ 288,04 milhões. O destaque foi a soja em grão, que somou US$ 146,10 milhões, seguida pelo farelo de soja, com US$ 117,82 milhões e óleo de soja, US$ 24,12 milhões. Em segundo lugar, ficaram os cereais, com US$ 131,81 milhões, seguidos pelas carnes, com US$ 94,31 milhões.

Ocupando o primeiro lugar nas exportações do Rio Grande do Sul, o setor de carnes atingiu US$ 120,62 milhões. Deste valor, US$ 78,33 milhões são de carne de frango, US$ 21,27 milhões de carne suína e US$ 12,58 milhões de carne bovina. Em segundo lugar, o fumo e seus produtos, com US$ 109,19 milhões, seguidos pelos cereais e farinhas, com US$ 108,86 milhões.

Em Minas Gerais, o destaque é do setor cafeeiro, que exportou, em fevereiro de 2015, US$ 333,75 milhões. Em segundo, as carnes, com US$ 58,69 milhões, sendo US$ 26,63 milhões de carne bovina, US$ 21,88 de carne de frango, US$ 5,12 de carne suína. Em terceiro, estão os produtos florestais, setor que alcançou US$ 49,44 milhões.

Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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