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Compras institucionais são oportunidade para agricultores no DF

Economia rural

Programa de Aquisição de Alimentos abriu uma nova possibilidade de comercialização para as famílias de agricultores
por Portal Brasil publicado: 17/04/2015 18h48 última modificação: 17/04/2015 18h48
Divulgação/MDS Com qualidade e capacidade para produzir, Helvécio quer vender para a modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos

Com qualidade e capacidade para produzir, Helvécio quer vender para a modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos

Helvécio Soares (50) é agricultor familiar na zona rural do Distrito Federal. Com o leite tirado das 18 vacas que tem na propriedade, ele consegue produzir cerca de 300 litros de iogurte “Kero Mais” e 24 quilos de queijo minas frescal por semana.

O agricultor conta que conquistou os padrões técnicos de qualidade e licenças sanitárias para produzir e vender, depois de uma série de qualificações oferecidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater-DF).

Com este padrão de qualidade para produzir, Helvécio quer vender para a modalidade Compra Institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

“O nosso iogurte é o melhor de Brasília e, com certeza, conseguiríamos entregar o produto”, disse ele, ao receber na quarta-feira (15) a visita de representantes do MDS, do Ministério da Defesa e da Emater-DF.

Produção

Criada em 2012, o Programa de Aquisição de Alimentos abriu uma nova possibilidade de comercialização para as famílias de agricultores familiares de todo o País ao permitir que municípios, estados, órgãos federais e o Distrito Federal comprem seus produtos de forma simplificada, por meio de chamadas públicas, com dispensa de procedimento licitatório.

“Além de utilizar o poder de compra do Estado para promover o desenvolvimento local, estimulamos circuitos de comercialização mais curtos, sem atravessadores, o que deixa os alimentos produzidos pela agricultura familiar ainda mais nutritivos, saborosos, mais frescos”, destaca o coordenador substituto de Aquisição e Distribuição de Alimentos do MDS, Gustavo Assis.

Qualidade

Emílio Maldaner, 56 anos, também se interessou com a possibilidade de vender para o mercado institucional. “É uma grande expectativa de podermos ter mais esse cliente. Isso mostraria que a nossa mercadoria foi reconhecida”, disse.

A partir da receita de uma família de origem italiana e alemã, o agricultor familiar produz, há quase duas décadas, alimentos embutidos e defumados (linguiça, salames e costela suína) na zona rural de Brasília. Por mês, ele consegue processar até uma tonelada de embutidos na propriedade. Hoje, vende em feiras e para restaurantes de Brasília.

A aceitação dos alimentos pelos clientes é o que impulsiona o agricultor familiar a aumentar a produção. “Quero crescer e procurar oferecer cada vez mais um produto de qualidade”, afirmou. Segundo Emílio, dependendo da demanda, conseguiria dobrar a capacidade de entrega. “É trabalhoso, mas é satisfatório.”

Compras

De acordo com o sargento da Marinha do Brasil, Anael Freitas, encarregado pelo programa de alimentação dos restaurantes do Ministério da Defesa, a visita trouxe otimismo em relação aos alimentos processados, tendo em vista que o órgão já compra hortaliças, frutas e legumes de cooperativas de agricultores familiares do Distrito Federal desde o ano passado.

“Com certeza, os produtores familiares do Distrito Federal têm todas as condições de nos atender em qualidade e quantidade, possivelmente com valores até mais baixos do que dos produtos que hoje compramos em pregões”, destacou. “Estamos gerando emprego e renda para estas famílias e ao mesmo tempo tendo um retorno na alimentação com qualidade”, avaliou.

Nos últimos três anos, 4 mil agricultores familiares venderam mais de R$ 66,4 milhões em produtos na modalidade. Atualmente, universidades federais, o Ministério da Defesa, hospitais públicos e presídios compram por essa modalidade, além do estado do Rio Grande do Sul , o Distrito Federal e alguns municípios como Erechim (RS) e Viçosa (AL). Os principais produtos adquiridos são itens de hortifruti, grãos, laticínios, convencionais e orgânicos.

Ministério da Agricultura prioriza exportações do setor leiteiro, diz ministra

As exportações do setor agropecuário são prioritárias, segundo a ministra Kátia Abreu, que nesta quinta-feira (16), se reuniu com representantes do Instituto Gaúcho do Leite e da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul, em Brasília.

Kátia Abreu anunciou que está montando um programa de modernização do setor nos cinco principais estados produtores de leite – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás e Minas Gerais – que, juntos, são responsáveis por 73% da produção do País. O principal objetivo do programa será erradicar a tuberculose e a brucelose do rebanho leiteiro, aumentar a produtividade e ampliar as exportações.

Plano Nacional de Defesa Agropecuária

A ministra também convidou participantes da reunião para o lançamento do Plano Nacional de Defesa Agropecuária, no dia 29 de abril. A solenidade será realizada no Palácio do Planalto com a presença de 80 países.

Fonte:

Ministério da Agricultura com informações do Ministério do Desenvolvimento Social


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