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Economia e Emprego

Em fevereiro, produção industrial cai 0,9%, diz IBGE

Indústria

Na comparação com fevereiro do ano passado, a produção da indústria nacional recuou 9,1%. No ano, a indústria acumulou queda de 7,1%
por Portal Brasil publicado: 01/04/2015 16h50 última modificação: 01/04/2015 16h50

A produção industrial caiu 0,9% em fevereiro na comparação com janeiro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (1º). Confira a publicação completa.

Segundo o IBGE, em janeiro houve aumento de 0,3%, interrompendo dois meses de taxas negativas: -1,2% em novembro e -1,6% em dezembro.

Na comparação com fevereiro do ano passado, a produção da indústria nacional recuou 9,1%, décima segunda taxa negativa consecutiva e a mais intensa nessa comparação desde julho de 2009 (-10%).

No ano, a indústria acumulou queda de 7,1%. O acumulado nos últimos doze meses (-4,5%) manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2%), resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-4,8%).

Ainda de acordo com o IBGE, os recuos de fevereiro foram registradas nas quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de capital (-4,1%), principalmente devido à menor produção de caminhões, ainda afetada pelas férias coletivas em várias unidades. O resultado eliminou parte do avanço de 8,2% assinalado em janeiro.

Houve queda de produção também nos 11 dos 24 ramos pesquisados. As principais influências negativas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%), produtos do fumo (-24%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,2%).

A média móvel trimestral da indústria recuou 0,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2015, comparada ao nível do mês anterior, após quedas em novembro (-0,5%), dezembro (-0,9%) e janeiro (-0,9%).

Em relação a janeiro, 11 dos 24 ramos da indústria recuaram

A redução de 0,9% da atividade industrial de janeiro para fevereiro mostrou recuos nas quatro grandes categorias econômicas e em 11 dos 24 ramos pesquisados.

Entre os setores, as principais influências negativas vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%), produtos do fumo (-24,0%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,2%), com o primeiro assinalando o terceiro mês seguido de queda na produção e acumulando no período recuo de 8,9%; o segundo com redução de 48,0% em seis meses consecutivos de taxas negativas e o último eliminando a alta de 1,5% observado em janeiro.

Outras contribuições negativas importantes sobre o total da indústria vieram de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-3,4%), de metalurgia (-0,9%), de bebidas (-1,2%), de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-2,4%) e de produtos de minerais não-metálicos (-1,1%).

Vale ressaltar que, com exceção do primeiro setor que mostrou taxa negativa pelo terceiro mês seguido e acumulou perda de 6,4% nesse período, as demais atividades apontaram resultados positivos em janeiro último: 6,3%, 0,4%, 2,5% e 0,9%, respectivamente.

Por outro lado, entre os doze ramos que ampliaram a produção nesse mês, os desempenhos de maior importância para a média global foram assinalados por perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (2,0%), indústrias extrativas (0,9%), produtos de metal (2,9%), produtos têxteis (4,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,6%) e máquinas e equipamentos (1,2%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda em relação a janeiro, bens de capital (-4,1%) mostrou a redução mais acentuada, principalmente devido à menor produção de caminhões, ainda afetada pelas férias coletivas em várias unidades. Esse resultado eliminou parte do avanço de 8,2% assinalado em janeiro.

Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,5%), de bens de consumo duráveis (-0,4%) e de bens intermediários (-0,1%) também registraram resultados negativos em fevereiro, com os dois primeiros apontando o quinto mês consecutivo de queda na produção e acumulando nesse período perdas de 4,9% e de 8,9%, e o último voltando a recuar após interromper no mês anterior o comportamento predominantemente negativo presente desde setembro de 2014.

Assim, a média móvel trimestral da indústria recuou 0,8% no trimestre encerrado em fevereiro de 2015 frente ao nível do mês anterior, após assinalar recuos em novembro (-0,5%), dezembro (-0,9%) e janeiro (-0,9%).

70,2% dos produtos industriais recuaram frente a fevereiro de 2014

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 9,1% em fevereiro de 2015, com perfil generalizado de resultados negativos nas quatro grandes categorias econômicas, em 24 dos 26 ramos, em 66 dos 79 grupos e em 70,2% dos 805 produtos pesquisados.

Vale citar que fevereiro de 2015 (18 dias) teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (20). Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 30,4%, exerceu a maior influência negativa sobre a média da indústria, pressionada em grande parte pela redução na produção de aproximadamente 97% dos produtos investigados no setor, com destaque para automóveis, caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, carrocerias para caminhões e ônibus, autopeças e reboques e semirreboques.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-33,9%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,9%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-24,0%), de máquinas e equipamentos (-10,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-19,7%), de produtos de metal (-12,8%), de produtos alimentícios (-3,2%), de produtos de minerais não-metálicos (-9,5%), de metalurgia (-6,0%), de produtos de borracha e de material plástico (-7,0%), de bebidas (-6,7%), de outros produtos químicos (-4,3%), de móveis (-16,1%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-7,3%).

Por outro lado, ainda na comparação com fevereiro de 2014, entre as duas atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (11,9%), impulsionado, em grande parte, pelos avanços nos itens minérios de ferro pelotizados, óleos brutos de petróleo e minérios de ferro em bruto ou beneficiado.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (-25,8%) e bens de capital (-25,7%) assinalaram, em fevereiro de 2015, as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas.

Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-8,9%) e de bens intermediários (-4,0%) também apontaram resultados negativos nesse mês, mas ambos com intensidade de queda menor do que a média nacional (-9,1%).

O segmento de bens de consumo duráveis recuou 25,8% no índice mensal de fevereiro de 2015, décimo segundo resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde junho de 2014 (-32,8%).

Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-27,2%), ainda influenciado por reduções de jornadas de trabalho e pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas.

Outros impactos negativos importantes vieram de eletrodomésticos da “linha marrom” (-42,9%), de eletrodomésticos da “linha branca” (-20,9%), de motocicletas (-19,1%) e de móveis (-17,0%).

Por outro lado, a principal influência positiva foi observada no grupo de outros eletrodomésticos (13,7%), impulsionado principalmente pelo aumento na fabricação de eletroportáteis domésticos (aspirador de pó, liquidificador, espremedor de frutas, batedeira e semelhantes).

O setor de bens de capital (-25,7%) também assinalou a décima segunda taxa negativa consecutiva no índice mensal e apontou a queda mais intensa desde abril de 2009 (-27,4%).

Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelos recuos observados em todos os grupamentos, com claro destaque para a redução de 33,3% de bens de capital para equipamentos de transporte, pressionado, principalmente, pela menor fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para transporte de mercadorias, ônibus e reboques e semirreboques.

A queda na produção de bens de consumo semi e não-duráveis (-8,9%) em fevereiro de 2015 foi o quinto resultado negativo consecutivo na comparação com igual mês do ano anterior e o mais intenso desde janeiro de 2009 (-10,9%).

O desempenho nesse mês foi explicado principalmente pelos recuos observados nos grupamentos de não-duráveis (-15,1%), de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-5,9%) e de semiduráveis (-10,3%).

Vale destacar também o resultado negativo assinalado pelo subsetor de carburantes (-5,1%), influenciado pelo recuo na fabricação de gasolina automotiva.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, a produção de bens intermediários (-4,0%) assinalou a décima segunda taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde novembro do ano passado (-6,0%).

Indústria acumula recuo de 7,1% no ano

No índice acumulado para o período janeiro-fevereiro de 2015, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 7,1%, com perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 24 dos 26 ramos, 63 dos 79 grupos e 69,2% dos 805 produtos pesquisados apontaram recuo na produção.

Entre os setores, o principal impacto negativo foi observado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-24,7%), pressionado, em grande parte, pela redução na produção de aproximadamente 90% dos produtos investigados na atividade.

Outras contribuições negativas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,4%), de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,5%), de máquinas e equipamentos (-10,0%), de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-19,2%), de produtos de metal (-11,5%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-17,1%), de produtos alimentícios (-2,9%), de outros produtos químicos (-5,6%), de produtos de minerais não-metálicos (-7,2%), de metalurgia (-4,7%) e de produtos de borracha e de material plástico (-6,0%).

Por outro lado, entre as duas atividades que ampliaram a produção, a principal influência foi observada em indústrias extrativas (10,9%), impulsionada, em grande parte, pelo crescimento na extração de minérios de ferro pelotizados e de óleos brutos de petróleo.

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para o primeiro bimestre de 2015 mostrou menor dinamismo para bens de capital (-21,1%) e bens de consumo duráveis(-20,1%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (-27,8%), na primeira, e de automóveis (-22,0%), na segunda.

Os segmentos de bens de consumo semi e não-duráveis (-6,9%) e de bens intermediários (-3,2%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado no ano, mas ambos com quedas menos intensas do que a observada na média nacional (-7,1%).

Fonte:
IBGE e EBC

Produção industrial cai 0,9% em fevereiro, diz IBGE

Criado em 01/04/15 09h49 e atualizado em 01/04/15 09h50
Por Flávia Villela - Repórter da Agência Brasil Edição:Denise Griesinger Fonte:Agência Brasil

A produção industrial caiu 0,9% em fevereiro na comparação com janeiro, informou hoje (1) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em janeiro houve aumento de 0,3%, interrompendo dois meses de taxas negativas: -1,2% em novembro e -1,6% em dezembro.

Na comparação com fevereiro do ano passado, a produção da indústria nacional recuou 9,1%, décima segunda taxa negativa consecutiva e a mais intensa nessa comparação desde julho de 2009 (-10%). No ano, a indústria acumulou queda de 7,1%. O acumulado nos últimos doze meses (-4,5%) manteve a trajetória descendente iniciada em março de 2014 (2%), resultado negativo mais intenso desde janeiro de 2010 (-4,8%).

Ainda segundo o IBGE, os recuos de fevereiro foram registradas nas quatro grandes categorias econômicas, com destaque para bens de capital (-4,1%), principalmente devido à menor produção de caminhões, ainda afetada pelas férias coletivas em várias unidades. O resultado eliminou parte do avanço de 8,2% assinalado em janeiro.

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