Economia e Emprego
Balanço do Plano de Proteção ao Emprego é apresentado na Bahia
PPE
O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, apresentou nesta sexta-feira (10) para empresários, trabalhadores e representantes sindicais da Bahia um balanço do Programa de Proteção ao Emprego (PPE). Esta é a quarta de uma série de apresentações em diferentes Estados.
Segundo Rossetto, o principal objetivo é preservar o emprego no País. “O que queremos é que todos os empresários do Brasil, sindicalistas e agentes públicos vinculados ao mundo do trabalho conheçam o programa antes de demitirem”, destacou o ministro, na presença de representantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), da Força Sindical e de empresários locais.
O ministro afirmou que podem aderir ao PPE empresas de todos os setores e tamanhos. “Todas as empresas, sejam elas pequenas, médias ou grandes e de todas as atividades econômicas, como turismo, comércio, indústria ou agropecuária, podem aderir ao programa”, afirmou.
Ainda segundo o Rossetto, o programa é muito simplificado e o Ministério do Trabalho e Previdência Social se pronuncia rapidamente sobre os pedidos de adesão. "O ministério tem sido extremamente ágil para analisar os documentos, nós temos respondido em até dez dias”, afirmou Rossetto.
O vice-presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas da Bahia, Pedro Luiz Failla, afirmou que o setor tem sentido reflexos do período de retração. “Represento uma classe que tem um grande interesse que os empregos continuem e que as lojas não fechem. Esse programa vem de encontro a essa necessidade. O programa permite que os empregadores tenham uma opção antes de fechar as lojas”, afirmou, reforçando a importância do diálogo com os sindicatos para viabilizar a adesão das empresas.
De acordo com o presidente da CUT/BA, Cedro Silva, o programa foi bastante debatido entre as centrais sindicais que chegaram a um entendimento. “A conclusão das discussões é que no Brasil nunca tinha existido uma lei para proteger o emprego dessa maneira. O PPE protege o trabalhador num momento de crise, mas as empresas também não podem parar de buscar o dinamismo e o desenvolvimento do País”, afirmou Silva.
Até 10 de dezembro, 43 Termos de Adesão ao PPE foram concedidos pelo MTPS, com investimentos de quase R$ 116 milhões, que beneficiam 38.785 trabalhadores. Existem outros 57 processos em análise no ministério.
Entre as 100 empresas (matrizes ou filiais) que solicitaram adesão ao PPE – incluindo as que já tiveram os Termos de Adesão deferidos e aquelas cujo processo ainda permanece em análise –, 32 são do setor fabril; 26, do automotivo; 18, do metalúrgico; 10, de serviços; seis, do comércio; e três, da construção civil. Os setores alimentício, têxtil, financeiro e imobiliário, até o momento, estão representados, cada um, por uma empresa.
Fonte: Portal Brasil, com informações do MTPS
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