Economia e Emprego
Rossetto destaca força do mercado de trabalho brasileiro em reunião na Rússia
BRICS
O modelo de desenvolvimento inclusivo, implementado no Brasil na última década, é fundamental para garantir os direitos sociais e trabalhistas da população, mesmo num contexto da crise econômica e financeira internacional, disse nesta segunda-feira (25) o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto. Ele participou hoje da abertura da Reunião de Ministros do Trabalho dos BRICS (grupo que reúne Brasil, Rússia, China e África do Sul) em Ufa, na Rússia.
Rossetto destacou os investimentos em programas de aceleração do crescimento, na redução da informalidade, além da valorização do salário mínimo e as políticas de inclusão social e produtiva. “Essas ações, junto com a melhoria da educação e da saúde pública, foram os fatores que mais contribuíram para o desempenho positivo da economia, aliados aos programas de transferência de renda – principalmente, o Bolsa Família, que beneficia 14 milhões de pessoas em situação de pobreza”, afirmou.
O ministro destacou que o mercado formal de trabalho brasileiro passou de 22 milhões de vagas, em 2002, para 41 milhões, em 2014. Destacou, especialmente, o processo de formalização de cerca de 1,5 milhão de trabalhadores domésticos, que tiveram seus direitos trabalhistas reconhecidos no ano passado, por meio da Lei das Domésticas. “Os trabalhadores domésticos eram a última categoria econômica profissional que não tinha constituído todos os seus direitos trabalhistas", disse Rossetto.
O ministro lembrou que nos últimos 13 anos foi feito um grande esforço para ampliar o mercado de trabalho, que resultou na geração de mais de um milhão de postos formais ao ano. Destacou que em 2014 o Brasil atingiu a menor taxa de desemprego anual da história do País, de 4,8%”, destacou.
Rossetto defendeu que as dificuldades econômicas atuais são sensíveis, mas conjunturais, e não têm a capacidade de desorganizar o mercado de trabalho no Brasil. “As conquistas sociais e trabalhistas dos últimos anos estão mantidas. E, neste aspecto, se destaca a capacidade de resistência da renda média no mercado de trabalho, que preserva o poder de compra”, explicou o ministro.
“Para 2016, é prioridade do governo a reversão do cenário econômico e a retomada do crescimento e da geração de empregos – a partir da expansão de crédito, das exportações, dos investimentos na infraestrutura e da redução da inflação e retomada da atividade no mercado interno. Na atual retração econômica mundial, marcada pelo baixo crescimento nacional e global, as ações de preservação do emprego e da renda representam prioridade absoluta para o nosso governo”, declarou.
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