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Economia e Emprego

Flexibilidade fiscal é estratégica para recuperar economia, diz Barbosa

Crescimento

Ministro da Fazenda propõe meta fiscal ser flexível entre superávit de R$ 2,8 bilhões e déficit de R$ 96,6 bilhões
por Portal Brasil publicado: 24/03/2016 10h39 última modificação: 24/03/2016 10h45
Wilson Dias/ABr "Elevar mais impostos empurraria a economia ainda mais para baixo. Se cortarmos investimentos e programas prioritários, prejudicaria a recuperação da economia", disse o ministro da Fazenda

"Elevar mais impostos empurraria a economia ainda mais para baixo. Se cortarmos investimentos e programas prioritários, prejudicaria a recuperação da economia", disse o ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, apresentou nesta quarta-feira (23) a proposta de readequação fiscal para 2016 que o governo federal encaminhará ao Congresso Nacional, por meio de Projeto de Lei (PLN), com o objetivo de ajudar a estabilização da economia. A proposta vai flexibilizar a meta fiscal entre um superávit de R$ 2,8 bilhões e um déficit de R$ 96,65 bilhões.

“Neste momento, é necessário que o governo estabilize a economia. Isso causa aumento da dívida bruta [do governo], mas é temporário. Elevar mais impostos empurraria a economia ainda mais para baixo. Se cortarmos investimentos e programas prioritários, prejudicaria a recuperação da economia. Por mais paradoxal que pareça, temos de aumentar o endividamento público para estabilizar a economia”, afirmou o ministro. 

Segundo Barbosa, considerando a projeção de que o país terá dois anos seguidos de retração econômica, o governo solicitará autorização do Congresso para reduzir a meta fiscal da União em R$ 21,2 bilhões, passando de superávit de R$ 24 bilhões para superávit de R$ 2,8 bilhões. Conforme esclareceu o ministro, a redução recompõe o contingenciamento adicional anunciando ontem pelo Ministério do Planejamento. 

“Nesse contexto de retração, achamos adequado mudar a meta fiscal para que o governo não empurre mais a economia para baixo. Pelo contrário, para que possa ajudar a economia a se estabilizar e para que o crescimento do emprego e da renda se recupere mais rapidamente”, disse Nelson Barbosa. 

Além da redução da meta fiscal da União, o governo proporá ao Congresso aumentar a possibilidade de frustração de receita administrada de R$ 30,5 bilhões para R$ 40,3 bilhões, devido aos resultados observados no primeiro bimestre deste ano. 

O PLN ainda mantém a possibilidade de frustração de receita não administrada (concessões, dividendos e operações com ativos) em R$ 41,7 bilhões e também mantém a proposta de reduzir a meta em até R$ 3 bilhões para direcionar recursos para a saúde. A possibilidade de dedução de até R$ 9 bilhões para garantir investimentos em obras em andamento também está mantida. 

A nova proposta de readequação fiscal inclui a possibilidade de reduzir em até R$ 3,5 bilhões gastos com a defesa e até R$ 1,95 bilhões para regularização do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX). 

O ministro da Fazenda explicou que projeto de lei também inclui uma cláusula para incorporar os efeitos do alongamento da dívida dos estados com a União, cuja proposta foi encaminhada esta semana para o Congresso Nacional. Caso o Parlamento aprove a proposta e todos os estados utilizem todas as alternativasde alongamento será possível abater até R$ 6 bilhões da meta. 

Barbosa ressaltou que cabe ao governo estabilizar o emprego e a renda neste momento de redução da atividade. “Estamos pedindo uma autorização da população brasileira, uma autorização dos representantes eleitos da população brasileira para que o governo federal possa agir. Faz parte da política fiscal adotar ações para estabilizar o emprego e a renda, para recuperar a receita, o lucro das empresas e a arrecadação do governo, para que a roda da economia volte a girar.” 

O ministro reafirmou que o governo está utilizando estratégias balanceadas para alcançar a estabilização da economia no curto prazo e reformas estruturantes com efeitos de longo prazo.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Fazenda e Agência Brasil.

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