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Economia e Emprego

Tomate e cenoura registram queda dos preços no atacado

Agricultura

Levantamento foi realizado pela Conab nos principais mercados atacadistas do País e traz dados do mês de abril
publicado: 24/05/2016 16h17 última modificação: 24/05/2016 16h17

Os preços das principais frutas e hortaliças comercializadas nas Centrais de Abastecimento mais representativas do País não apresentaram movimento uniforme em abril. Os destaques ficaram com tomate e cenoura, que registraram baixas importantes, enquanto mamão e batata mantiveram as cotações elevadas. É o que revela o 5º Boletim Prohort de Comercialização de Hortigranjeiros nas Ceasas em 2016, divulgado nesta terça-feira (24), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A queda no preço do tomate mantém o comportamento registrado desde o início deste ano e reflete o aumento da oferta do produto no mercado atacadista, a partir da antecipação da colheita em algumas regiões produtoras. Como reflexo, o preço praticado neste ano é inferior ao patamar registrado no mesmo período entre 2013 e 2015, o que, em alguns casos, pode-se deduzir que o produtor está recebendo abaixo do custo de produção.

Esse cenário pode acarretar para os próximos meses diminuição de área plantada, retornando o movimento de alta do produto. Já a diminuição apresentada pela cenoura se explica devido aos preços elevados nos meses anteriores, o que enfraqueceu a procura.

A cebola também chegou a apresentar reduções em abril em algumas Centrais. Mas, os valores continuam em patamares elevados, refletindo a presença significativa do produto importada no mercado interno.

Já os preços da batata refletem a menor disponibilidade do tubérculo no mercado. A alta é reflexo das condições climáticas adversas nas zonas produtoras, especialmente nas culturas do Sul do país. As constantes chuvas tiveram reflexos na colheita do produto, diminuindo sua oferta no mercado. Na primeira quinzena de maio, as cotações da batata vêm apresentando arrefecimento na alta. Mas a continuação da queda vai depender do ritmo da colheita da safra.

A alface não registrou comportamento uniforme, uma vez que sua comercialização está muito ligada a produções localizadas perto dos centros consumidores. As altas registradas em alguns locais podem ser explicadas pelos menores índices pluviométricos nas áreas produtoras.

Frutas

Entre as frutas analisadas, o mamão apresentou as maiores altas de preços, comportamento que segue desde o final de 2015. A elevação é consequência da estiagem registrada nas principais regiões produtoras, com destaque para o sul da Bahia, norte de Minas Gerais e Espírito Santo.

As demais frutas não tiveram comportamento uniforme. No caso da maçã, os preços variaram de acordo com a disponibilidade do produto. Nas centrais onde a oferta foi maior, houve queda nos preços. A baixa oferta de banana e a logística de distribuição da fruta também explicam as variações encontradas na comercialização.

Em relação à laranja, as elevações registradas ocorreram devido ao aumento de demanda, aliado à diminuição da oferta em alguns mercados, uma vez que as exportações continuam em alta, combinado com um hiato na colheita.

Por sua vez, os diferentes níveis de produtividade entre as regiões produtoras da melancia não permitiram uma tendência uniforme nos preços praticados. Este comportamento afetou a colheita, implicando na oferta insuficiente para atender determinadas regiões.

O levantamento é feito nos mercados atacadistas, por meio do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), executado pela Conab, e considerou os principais entrepostos localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco e Paraná. 

Fonte: Ministério da Agricultura

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