Economia e Emprego
Preços esfriam, mas governo mira inflação menor
Custo de Vida
Com a queda nos preços de combustíveis e variações menores em alimentos, os preços ao consumidor começam a dar os primeiros sinais de desaceleração.
Em junho, o indicador que funciona como uma prévia da inflação oficial registrou alta de 0,40% -- esse foi o melhor resultado para o mês desde 2013.
A despeito desse indicador mais favorável, o governo ainda trabalha no controle do custo de vida. No acumulado do ano, o IPCA-15 apresenta alta de 4,62%.Em 12 meses, de 8,98%.
Diante desses números, o governo e a nova equipe econômica tentam fazer esses preços desacelerarem mais. Integrantes da nova equipe econômica têm afirmado em discurso que o objetivo é levar esses percentuais para dentro dos níveis de tolerância.
Equipe
Para atingir essa meta, o presidente em exercício, Michel Temer, nomeou uma equipe econômica qualificada, com Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda, Ilan Goldfajn no Banco Central, e Dyogo Oliveira no Ministério do Planejamento.
Confira as trajetórias profissionais dos novos membros da equipe econômica
Esse grupo, nas últimas semanas, apresentou uma série de medidas que têm como objetivo reorganizar a economia e as contas públicas – as finanças do governo em ordem são determinantes para a redução do custo de vida.
Parte dessa inflação que corrói atualmente o bolso do brasileiro foi contratada no passado recente do País. Em parte, esse custo de vida mais alto é consequência dos desequilíbrios nas contas públicas. Nos últimos anos, o governo anterior gastou mais do que arrecadou.
Recentemente, o ministro da Fazenda lembrou que a despesa pública no Brasil tem crescido de forma insustentável nos últimos anos. De 2008 a 2015, relatou Meirelles, o gasto total do governo federal cresceu mais de 50% enquanto a receita avançou 17%.
Na prática, quando o governo gasta mais do que arrecada, significa mais dinheiro em circulação e quanto mais dinheiro na rua, menos ele vale. Os gastos do governo também aumentam o que os economistas chamam de demanda agregada.
A demanda agregada é a totalidade de bens e serviços que consumidores, Estado e empresas estão dispostos a comprar. Quando a demanda cresce a um ritmo maior que a produção, os preços sobem. Por isso o desequilíbrio nas contas públicas tem sua parcela de responsabilidade na piora do custo de vida.
Seu bolso
Na comparação com maio, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) esfriou consideravelmente. O resultado de junho foi mais de 50% menor que o registrado no mês passado.
O desempenho do período, mais favorável ao bolso dos consumidores, foi influenciado principalmente pelo grupo alimentação e bebidas, item de maior peso na cesta de produtos. Em maio, esses itens subiram 1,03%; em junho, no entanto, essa variação foi bem menor, de 0,35%.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), vários produtos tiveram seus preços significativamente reduzidos de maio para junho, a exemplo da cenoura (-25,63%), do açaí (-9,06%), do tomate (-8,10%), das frutas (-5,43%) e das hortaliças (-3,82%).

Transportes
O grupo de transportes também teve impacto significativo, registrou queda de 0,69% nos preços, o segundo recuo mensal consecutivo. Em maio, esses preços haviam caído 0,30%.
O IBGE explicou que esse seguimento foi influenciado pela a queda do etanol, que ficou 6,60% mais barato. Esse resultado também impactou na gasolina, que registrou queda de 1,19%, além das passagens aéreas, com recuo de 4,11%.
Os grupos comunicação e educação também tiveram variações mais amenos ao bolso do consumidor: o primeiro ficou praticamente estável, com alta de 0,01%; o segundo subiu 0,06%.
Para se chegar ao cálculo do IPCA-15, pesquisadores coletaram preços entre 14 de maio e 14 de junho. Esses dados foram comparados com os vigentes entre 14 de abril a 13 de maio.
Fonte : Portal Brasil, com informações do IBGE
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