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Economia e Emprego

IPCA-15 fecha agosto em 0,45% e inflação desacelera

Prévia da inflação

Considerando a prévia da inflação oficial, resultado é 0,9 ponto percentual inferior aos 0,54% do mês anterior
por Portal Brasil publicado: 24/08/2016 11h23 última modificação: 24/08/2016 13h04
Marcelo Camargo/Agência Brasil Além de alimentos, outros grupos apresentaram desaceleração: Vestuário (-0,13%), Habitação (-0,02%) e Transportes (0,10%)

Além de alimentos, outros grupos apresentaram desaceleração: Vestuário (-0,13%), Habitação (-0,02%) e Transportes (0,10%)

O custo de vida do brasileiro diminuiu em agosto. Pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15), indicador que é uma prévia da inflação oficial, houve uma desaceleração de 0,9 ponto percentual ao passar de 0,54% em julho para 0,45% neste mês. O resultado veio ainda abaixo da expectativa do mercado, que projetava uma taxa de 0,46%. Em agosto de 2015, a taxa havia sido 0,43%.

Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (24), indicam que, com o resultado de agosto, o IPCA-15 fechou o acumulado do ano (janeiro-agosto) com elevação de 5,66%, bem abaixo dos 7,36% registrados em igual período do ano anterior. 

Já o acumulado dos últimos 12 meses ficou em 8,95%, próximo dos 8,93% registrados nos 12 meses anteriores. 

Cesta

Os preços dos alimentos, apesar de terem tido alta de 0,78%, mostraram desaceleração quando comparados a julho, quando a inflação registrada foi de 1,45%.

Os maiores resultados do grupo foram registrados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (1,31%), Rio de Janeiro (1,15%) e Fortaleza (1,10%), enquanto o mais baixo ficou com a região metropolitana de Recife (0,32%).

O feijão-carioca, tipo mais consumido no País, que havia pressionado o resultado do mês anterior com o forte aumento (58,06%), desacelerou de forma acentuada, passando para 4,74%, embora os preços tenham continuado a subir. Alguns produtos chegaram a ficar bem mais baratos de julho para agosto, a exemplo da cebola (-22,81%), da batata-inglesa (-18%) e das hortaliças (-9,01%).

Mesmo assim, o grupo de Alimentação e Bebidas exerceu impacto de 0,2 pontos percentuais sobre o IPCA-15 do mês, sendo responsável por uma parcela de 44% do índice. 

Além dos alimentos (0,78%), outros três grupos de produtos e serviços apresentaram desaceleração na taxa de crescimento em relação ao mês de julho: Vestuário (-0,13%), Habitação (-0,02%) e Transportes (0,10%).

No grupo Habitação (-0,02%), o destaque ficou com o item energia elétrica (-1,87%), devido às quedas registradas nas seguintes regiões metropolitanas: Curitiba (-4,76%), cuja redução de 13,83% nas tarifas passou a vigorar em 24 de junho; São Paulo (-3,94%), onde a redução nas tarifas foi de 7,30% a partir de julho, em uma das concessionárias; e Porto Alegre (-0,34%), com redução de 7,5% em vigor desde 19 de junho, também em uma das concessionárias.

Também houve redução nas alíquotas do PIS/Cofins em seis das 11 regiões pesquisadas. Já em Belém a alta de 1,12% reflete o reajuste de 7,5% em vigor a partir do dia 7 de agosto.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 14 de julho a 12 de agosto e comparados com aqueles vigentes de 15 de junho a 13 de julho. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

 Fonte: Portal Brasil, com informações do IBGE e da Agência Brasil

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Assunto(s): Economia, Finanças

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