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Infraestrutura

Produção brasileira de biodiesel registra 1,8 mil m³ no primeiro semestre

Biocombustíveis

Ações de incentivo favorecem cenário do setor. Somente no mês de junho, foram produzidos 315 m³ do óleo
por Portal Brasil publicado: 02/08/2016 15h36 última modificação: 15/08/2016 16h05
Foto: Agência Petrobras A região Centro-Oeste liderou a produção de biodiesel no cenário nacional, com a participação de 40%.

A região Centro-Oeste liderou a produção de biodiesel no cenário nacional, com a participação de 40%.

A produção brasileira de biodiesel registrou 1.887 mil m³ no acumulado de janeiro até junho deste ano, volume superior aos 1,552 milhão de m³ contabilizados até maio. Os dados são da edição nº 101 do Boletim dos Combustíveis Renováveis, publicação elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).  

Somente no mês de junho, foram produzidos 315 m³, valor maior na comparação com os 309 m³ computados em maio.  A capacidade instalada autorizada a operar comercialmente, em junho, ficou em 7.123 mil m³/ano, o que corresponde a 594 mil m³/mês.

Desse total, 91% são referentes às empresas detentoras do selo combustível social. Em junho, 48 unidades estavam aptas legalmente a operar com uma capacidade média instalada de 148 mil m³/ano.

A região Centro-Oeste liderou a produção de biodiesel no cenário nacional, com a participação de 40%. Já a região sul foi responsável por 38% da produção brasileira, seguida pelo sudeste, com 12%. As regiões nordeste e norte representaram, respectivamente, 7% e 3% da soma. 

Ações de incentivo

Os resultados têm como base ações de incentivo desenvolvidas pelo setor. De acordo com informações do Ministério da Ciência Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC), o governo já investiu R$ 200 milhões em projetos voltados para a produção de biocombustíveis.

Além disso, em junho, um grupo de trabalho foi formalizado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) para realizar testes em veículos e motores. A ação tem o objetivo de validar a elevação da mistura de biodiesel ao óleo diesel, em percentuais superiores aos atuais 7% (B7).

A iniciativa está de acordo com a nova lei do biodiesel (Nº 13.263), publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.), em 24 de março de 2016.  A norma estabelece que o índice passará  para 8% em 2017, e sobe um ponto percentual a cada ano até alcançar 10%, em 2019. A medida também prevê que o aumento pode chegar a 15% mediante a realização de testes. 

RBiocomb 

Outra ação promovida para favorecer o cenário do segmento foi a realização do 1º Workshop da RBiocomb, a rede de biocombustíveis do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec). O evento aconteceu no mês de julho, em Florianópolis (SC), e contou com representantes do governo e pesquisadores.

Além de identificar oportunidades de negócio e inovações no setor, a RBiocomb tem como objetivo apoiar o setor produtivo e usuário de biocombustíveis como o etanol e o biodiesel.

De acordo com o coordenador do RBiocomb, Eduardo Cavalcanti, entre as vantagens do biodiesel estão: a menor emissão de gases do efeito estufa, a produção inteiramente no Brasil e o aproveitamento de subprodutos da cultura da soja e da gordura animal. Para ele, a lei abre novas oportunidades de negócio.

 "A Lei 13.263 define uma plataforma de futuro para o mercado de biodiesel. Os produtores sabem que terão que se preparar para ofertar uma porcentagem maior, então vão precisar investir em tecnologia e inovação, o que envolve também os laboratórios e as distribuidoras", afirma.

Fonte: Portal Brasil, com informações do MME, do MCTIC e do Sibratec.

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