Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2017 > 07 > Banco Central reduz juros para 9,25% ao ano, menor nível desde 2013

Economia e Emprego

Banco Central reduz juros para 9,25% ao ano, menor nível desde 2013

Cenário positivo

Reformas econômicas e queda da inflação criaram as condições necessárias para os cortes na taxa básica (Selic)
por Portal Brasil publicado: 26/07/2017 18h07 última modificação: 27/07/2017 09h46
Beto Nociti/BCB Edifício-sede do Banco Central em Brasília. Queda dos juros pode impulsionar desempenho econômico do País

Edifício-sede do Banco Central em Brasília. Queda dos juros pode impulsionar desempenho econômico do País

Pela sétima vez consecutiva, o Banco Central decidiu cortar os juros básicos da economia (Selic). Nesta quarta-feira (26), a autoridade monetária manteve a trajetória de ajustes e reduziu a taxa de 10,25% ao ano para 9,25% ao ano, o menor nível para a Selic desde agosto de 2013, quando a Selic estava em 9%.

Em decisão unânime, a diretoria do BC optou continuar o ritmo de cortes diante da melhoria da economia brasileira. Na reunião anterior, o ajuste feito também havia sido de 1 ponto percentual.

No comunicado divulgado após a decisão, a diretoria BC afirmou que o cenário permanece “compatível com estabilização da economia” brasileira no curto prazo e com a recuperação gradual do País.

A instituição ainda reafirmou a importância das reformas econômicas para a economia e disse que o comportamento da inflação permanece favorável – o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 12 meses, tem caído seguidamente e, em junho, atingiu o menor nível em dez anos.

Mercado financeiro

André Perfeito, economista-chefe da Gradual Investimentos, avalia que as condições econômicas permanecerão favoráveis até a próxima reunião do Banco Central, em 5 e 6 de setembro. Ele projeta que a inflação continuará em trajetória de queda. "Nossa projeção para a Selic no final de 2017 é menor que a do mercado financeiro, trabalhamos com 7,50%", explicou o economista.

Segundo o Boletim Focus, publicação semanal que reúne as projeções de 100 analistas, a previsão mediada do mercado financeiro para a taxa Selic está em 8% ao ano.

Para José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, o cenário é favorável para o corte de juros. “A inflação continua comportadíssima, a taxa de câmbio está comportada, então você não tem sinais de dificuldade no lado financeiro, e eles passam isso no texto com certa tranquilidade”, argumentou. Ele observou ainda que para o Banco Central, as reformas são "fundamentais".

Banco do Brasil

Após o anúncio de corte na Selic, o Banco do Brasil informou que irá reduzir as taxas das operações de crédito para consumidores e empresas. Esse foi o quinto ajuste feito pela instituição financeira em 2017, "acompanhando as seguidas reduções da Selic". O BB informou ainda que as novas taxas entram em vigor a partir da próxima segunda-feira (31/07).

Importância da Selic

A definição da taxa Selic é importante para a economia por ser uma referência para investimentos. Os juros são considerados a menor taxa de retorno para o custo do dinheiro. Ou seja, quando um empresário decide tirar um projeto do papel, ele avalia se o lucro do projeto é maior ou menor que essa taxa básica.

Se a Selic for menor do que a taxa esperada de lucro do investimento, o mais provável é que esse empresário mantenha esses recursos investidos em alguma aplicação financeira, com risco menor.

Empréstimos e financiamentos

A taxa básica de juros também tem influência direta sobre o quanto um consumidor paga por empréstimos e financiamentos. Quando o BC altera o valor desta, também muda o custo dos bancos para captar recursos, dinheiro que será emprestado posteriormente aos clientes.

Se o custo do banco sobe, o empréstimo para o consumidor também pode subir. Se a taxa baixa, esse custo pode baixar. Os juros básicos ainda têm uma importância grande, porque ajudam a controlar a inflação.

O que é meta de inflação

No Brasil, para os preços não saírem de controle, foi criado um sistema de metas de inflação. Ele funciona assim: o Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão formado por ministros de Estado, define um objetivo a ser perseguido pelo Banco Central. Em 2017, a meta é uma inflação em 4,5%.

Essa meta, no entanto, permite uma margem para abrigar possíveis crises e choques de preço. Ou seja, em situações excepcionais, o IPCA pode chegar a, no máximo, 6% e a, no mínimo, 3%.

Reformas econômicas e queda da inflação criaram as condições necessárias para os cortes na taxa básica (Selic)

Fonte: Portal Brasil, com informações do Banco CentralIBGE, Banco do BrasilGradual Investimentos e do Banco Fator

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Inmetro dá dicas para quem quer economizar energia
Com a crescente necessidade de economizar energia, o Inmetro dá dicas para quem quer poupar sem ter de abrir mão do conforto
Com a crescente necessidade de economizar energia, o Inmetro dá dicas para quem quer poupar sem ter de abrir mão do conforto
Inmetro dá dicas para quem quer economizar energia

Últimas imagens

Recursos são referentes ao ano de 2015 e podem ser retirados até 28 de dezembro
Recursos são referentes ao ano de 2015 e podem ser retirados até 28 de dezembro
Marcos Santos/USP Imagens
Com País de volta aos trilhos do crescimento, famílias voltam a consumir e influenciar positivamente arrecadação de impostos
Com País de volta aos trilhos do crescimento, famílias voltam a consumir e influenciar positivamente arrecadação de impostos
Ministério da Fazenda
Com País de volta aos trilhos do crescimento, famílias voltam a consumir e influenciar positivamente arrecadação de impostos
Com País de volta aos trilhos do crescimento, famílias voltam a consumir e influenciar positivamente arrecadação de impostos
Gustavo Raniere/Min. Fazenda
Arrecadação em alta é importante para manter o compromisso com as contas públicas
Arrecadação em alta é importante para manter o compromisso com as contas públicas
Arquivo EBC

Governo digital