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Economia e Emprego

BC projeta crescimento maior em 2017 e 2018

Relatório de Inflação

Documento divulgado pela instituição elevou as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB)
por Portal Brasil publicado: 21/09/2017 11h47 última modificação: 03/10/2017 11h53

BC projeta crescimento maior em 2017 e 2018Com o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, em patamar acima do esperado, o Banco Central revisou para cima a projeção de crescimento para a economia brasileira para 2017 e  2018.

Para este ano, a instituição elevou a estimativa de avanço da economia de 0,5% para 0,7%. Em 2018, a autoridade monetária prevê um crescimento ainda maior, de 2,2%.

As projeções do BC constam no Relatório Trimestral de Inflação, documento que reúne todas as avaliações da instituição sobre a economia e como ela deve evoluir.

“A revisão positiva reflete, principalmente, o desempenho do PIB no segundo trimestre, superior à mediana das expectativas do mercado. Resultados setoriais de indicadores de maior frequência, recentemente divulgados, têm mostrado surpresas positivas”, explicou a instituição.

Ao comentar a retomada da atividade econômica, o Banco Central enfatizou o efeito positivo do aumento do consumo das famílias, influenciado pelo saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), um dos principais fatores que impulsionaram o PIB do segundo trimestre.

"Ressalte-se a expansão significativa do consumo das famílias, após nove variações trimestrais negativas [...] em ambiente de expressivo processo desinflacionário e pela reação do crédito às famílias, refletindo o efeito dos cortes na taxa básica de juros e o estágio avançado do processo de desalavancagem (redução do endividamento) das famílias", reforçou o Banco Central.

Reformas econômicas

Diante da revisão da meta de déficit primário (despesas maiores que receitas) de R$ 159 bilhões para este ano, a instituição afirma que a redução do rombo e o equilíbrio das contas públicas estão condicionados à aprovação das reformas econômicas.

“A consolidação fiscal está condicionada ao avanço do processo de reformas e de outros ajustes necessários, que serão fundamentais para reversão da trajetória ascendente da dívida pública e redução da taxa de juros estrutural”, defende o Banco Central.

Além disso, diz o documento, a diretoria da instituição reforçou que o processo de reformas econômicas é importante para manter o processo de queda da inflação e dos juros. 

"O Comitê enfatiza que o processo de reformas, como as recentes aprovações de medidas na área creditícia, e de ajustes necessários na economia brasileira contribui para a queda da sua taxa de juros estrutural", afirma o Banco Central.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Banco Central

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