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Economia e Emprego

Com regras mais claras, leilão do pré-sal cria expectativa positiva na economia

Óleo e gás

Medidas regulatórias injetaram interesse do investidor em áreas de exploração. Expectativa é que exploração renda valor superior a R$ 100 bilhões em investimentos
publicado: 19/10/2017 11h58 última modificação: 26/10/2017 12h22
Roberto Rosa/Petrobras Entre as mudanças, marco regulatório agora permite que Petrobras escolha se quer participar de consórcios de exploração

Entre as mudanças, marco regulatório agora permite que Petrobras escolha se quer participar de consórcios de exploração

Marcado para 27 de outubro, o próximo leilão de áreas de exploração de petróleo no pré-sal gera uma expectativa em diversos setores da economia e dentro do próprio Governo do Brasil. O motivo é simples: essa será a primeira operação feita após mudanças nas regras regulatórias do setor de óleo e gás, sancionadas no ano passado pelo presidente da República, Michel Temer.

A previsão da Agência Nacional do Petróleo, Biocombustíveis e Gás Natural (ANP) é que os leilões da próxima semana rendam mais de R$ 100 bilhões em investimentos no País - valor equivalente a US$ 36 bilhões. Entidades do setor acreditam que essa rodada tem capacidade de criar até 500 mil empregos.

Uma das principais mudanças é a possibilidade de a Petrobras poder escolher quais áreas do pré-sal pretende explorar. Antes, a estatal brasileira era obrigada a participar do leilão de todas as áreas com pelo menos 30% de participação de cada consórcio, o que gerou grandes dívidas para a empresa.

Com regras mais claras, leilão do pré-sal cria expectativa positiva na economia

Ao mesmo tempo, a medida garante a participação de empresas estrangeiras nos leilões, resultando em competitividade, mais investimentos e maior geração de empregos. “É importante você dissociar a Petrobras do governo. É bom você ter mais petróleo sendo explorado por causa da geração de emprego, para o desenvolvimento do País”, disse o analista da Ativa Investimentos Phillip Soares.

Em artigo publicado no Anuário da Indústria do Petróleo do Rio de Janeiro, elaborado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP) acredita que os leilões só ocorrem agora por conta das novas regras.

“A alteração da Lei da Partilha, que determinava a participação compulsória da Petrobras em todas as áreas do pré-sal [...] foi requisito essencial para a retomada dos leilões na área do pré-sal”, disse a entidade.

Conteúdo Local

Outra medida que gera expectativa positiva é a diminuição da regra de conteúdo local. Criada com a justificativa de fortalecer o mercado interno, ela acabou encarecendo toda a produção, já que algumas empresas nacionais não tinham tecnologia nem mão de obra para suprir a demanda necessária.

“A questão do conteúdo nacional é muito importante porque a gente tinha uma orientação governamental de orientar uma indústria muito presente, sem nenhuma razão para isso”, disse Soares. Para ele, a retirada dessa obrigação ajuda a indústria petrolífera, gerando mais arrecadação, empregos e crescimento do setor.

Para esses leilões, a ANP, responsável por realizar o leilão, registrou e habilitou 24 empresas a fazer ofertas no certame. Entre as companhias que podem participar estão gigantes como a norte-americana ExxonMobil e a Shell.

Fonte: Governo do Brasil, com informações da ANPAbespetro e Firjan

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Assunto(s): Petróleo