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Presidenta lança licitação para remoção do Pedral do Lourenço

Derrocamento do Pedral viabilizará uma das mais importantes hidrovias do País. Obra irá facilitar escoamento da produção agrícola para portos da região Norte
publicado: 20/03/2014 15h15, última modificação: 22/12/2017 23h43

A presidenta Dilma Rousseff lançou hoje, em Marabá (PA),  a licitação do derrocamento do Pedral do Lourenço, obra que vai possibilitar o funcionamento da Hidrovia Araguaia-Tocantins.

Dilma afirmou que a remoção de pedras e rochas submersas no Pedral do Lourenço, no rio Tocantins, acima das eclusas da Hidrelétrica de Tucuruí, vai viabilizar a hidrovia do Tocantins, uma das mais importantes do país. O edital de licitação dos 43 quilômetros de extensão do Pedral do Lourenço, localizado entre as cidades de Santa Terezinha do Taurí e Ilha do Bogea, no Pará, foi lançado nesta quinta-feira (20) pela presidenta Dilma durante cerimônia em Marabá.

“Hoje é um momento histórico, porque estamos fazendo o primeiro movimento para viabilizar uma das mais importantes hidrovias do país (…) É preciso ter logística para fazer a integração e criar uma unidade. Essa hidrovia é a melhor logística possível (…) a ideia estratégica por trás dessa hidrovia é escoar nossa produção em direção ao norte, e fazê-lo por todos os modais possíveis, enfatizando o modal hidrovia”, afirmou.

A obra irá propiciar a melhoria das condições de escoamento pela hidrovia do Tocantins de toda a produção mineral, agrícola e pecuária sob sua área de influência, com destino ao porto e terminais localizados em Vila do Conde (PA) e no baixo Amazonas, chegando a uma capacidade de transportes calculada em até 20 milhões de toneladas por ano.

O Pedral do Lourenço é uma extensão de 43 quilômetros de rochas, próximos de Itupiranga, no sudeste do Pará, que impedem a navegação nos períodos de seca, o que inviabiliza a hidrovia.

"Não posso falar do Pedral e achar que o Pedral é só pedra. É a forma pela qual liga tudo isso, educação, saúde, desenvolvimento, com melhor emprego, produção de grãos. Faz parte de um processo que é transformar o Brasil em um País cada vez maior", afirma a presidenta.

"A ideia estratégica desta hidrovia é escoar nossa produção em direção ao norte, e fazê-lo por todos os modais possíveis, enfatizando o modal hidrovia, descongestionando o Porto de Paranaguá e o de Santos. Hoje é um momento histórico, porque estamos fazendo o primeiro movimento pra viabilizar uma das mais importantes hidrovias do País.", afirma Dilma.

O ministro dos Transportes, César Borges, esteve presente e detalhou as obras. “São 43 km de derrocamento, com um canal de 145 a 160 metros de largura. Onde será assegurado um calado mínimo de 3 metros em qualquer dia do ano para que flua a navegação por ali”.

Equipamentos

Durante a solenidade, a presidenta ainda entregou 110 máquinas nacionais – 80 caminhões-caçamba e 30 motoniveladoras - para 89 municípios paraenses com menos de 50 mil habitantes.

Os equipamentos doados, que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2 Equipamentos), vão beneficiar mais de 96 mil agricultores familiares, auxiliando na manutenção das estradas vicinais entre o campo e a cidade.

"O objetivo é dar cada vez mais autonomia à ação dos prefeitos pra fazerem estradas vicinais, pra garantirem que por elas passem aquele ônibus do caminho das Escola, ambulâncias, mercadorias", disse Dilma.

Somente na aquisição das 110 máquinas doadas nesta quinta-feira, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) investiu mais de R$ 32 milhões. Com recursos do PAC 2 Equipamentos, o governo federal já entregou motoniveladoras para todos os municípios com menos de 50 mil habitantes do estado. O total investido na compra e na doação de máquinas no Pará, até o momento, ultrapassa os R$ 73 milhões.

“Estas centenas de equipamentos darão melhores condições de atender as demandas dos municípios e vão melhorar a qualidade de estradas agrícolas para os grandes centros consumidores. Junto com as máquinas, virão os convênios com combustível e pilotos destas máquinas”, disse Miguel Rossetto, ministro do Desenvolvimento Agrário.

Capacitação

Além de realizar a doação dos equipamentos, o MDA também fornece, de forma gratuita para os municípios, capacitação para os operadores das máquinas. Para Paulo Rocha Cunha, o treinamento assegura o bom uso do maquinário. “Como os operadores recebem treinamento, ofertado pelo MDA, a vida útil dos veículos é ampliada pois garante a correta utilização dos equipamentos”, avalia o delegado.

Um dos municípios contemplados com essa entrega do PAC 2 é Augusto Corrêa, que já tinha recebido do MDA a doação de uma retroescavadeira e de uma motoniveladora. No ato em Marabá, a localidade vai completar o kit ao receber o caminhão-caçamba. Para a prefeita se Augusto Corrêa, Maria Romana Gonçalves, a doação das máquinas tem permitido a ampliação do apoio aos agricultores familiares. “Nosso município tem uma grande extensão territorial e metade da população vive no meio rural. Estas máquinas têm nos ajudado muito a melhorar as estradas e as propriedades rurais. Temos uma fila de espera de agricultores familiares que querem abrir açudes para a aquicultura,” observa a gestora municipal.

Maria Romana ainda lembra que os equipamentos do PAC 2 são novos e isto reduz o custo de manutenção e gastos por parte do município. “Até tínhamos algumas máquinas, mas estavam sucateadas. Com a nova retroescavadeira e motoniveladora, temos trabalhado mais e com mais agilidade para atender a demanda dos nossos produtores rurais”, revela.

Fonte: 
Portal Brasil com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário

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