Meio Ambiente

Universidade Federal do Amazonas

Pesquisadores desenvolvem telha sustentável

Produto de fibras naturais da Amazônia, como a malva e a juta, possui uma argamassa que inclui areia, resíduos de cerâmica e pouco cimento
publicado: 06/01/2016 15h00, última modificação: 23/12/2017 11h24
Telha sustentável

Ecotelha é desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas - Foto: Divulgação/Fapeam

Uma telha sustentável, criada a partir de materiais como a malva e a juta, fibras naturais da Amazônia, está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). O produto possui uma argamassa que inclui areia, resíduos de cerâmica e pouco cimento. 

“Além de ter menos cimento em sua constituição, ela tem também areia, que se torna um material mais barato, além das fibras naturais. A matriz que utiliza o cimento é muito frágil, e as fibras naturais é que vão dar a verdadeira resistência a esse material. O conjunto que a gente chama de "material compósito" vai produzir um material com maior resistência mecânica. E a gente já verificou que tem maior desempenho térmico devido ao uso de resíduos cerâmicos”, garantiu o subcoordenador da pesquisa, o doutor em engenharia João de Almeida Melo Filho.

Para o pesquisador, a telha sustentável terá boa aceitação pelos consumidores porque, além de ser mais barata, será parecida com as disponíveis no mercado.

João de Almeida acredita que a utilização das fibras naturais para a produção das ecotelhas também vai estimular o trabalho de produtores ribeirinhos.

“A gente acredita que o fato de o cultivo dessas fibras ser feito, principalmente, por comunidades ribeirinhas, a utilização dessas fibras no desenvolvimento de um material de construção e a possibilidade de que seja usado em grande escala irão incentivar essas comunidades a produzir e aumentar sua renda."

O pesquisador informou que o protótipo da ecotelha deve ficar pronto em 12 meses. Após esse processo, ele disse que será necessário um patrocínio para adquirir o maquinário destinado à produção em larga escala.

O projeto recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas. A entidade concede R$ 50 mil, por meio do programa Sinapse da Inovação, para o desenvolvimento de tecnologias inovadoras.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil

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