Saúde

Alimentação dos brasileiros tem excesso de gorduras, segundo Ministério da Saúde

publicado: 08/08/2011 14h57, última modificação: 23/12/2017 02h57

O aparecimento precoce de doenças crônicas tem deixado a população em alerta. No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, comemorado nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde chama a atenção da população para o elevado consumo de gorduras, especialmente por jovens. A Organização Mundial de Saúde (OMS) e sociedades médicas recomendam ingestão diária de colesterol inferior a 300 mg (miligramas) para a população em geral e menor que 200 mg para pessoas com histórico de doenças cardíacas. 

A Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF 2008-2009), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), recentemente, mostrou um padrão alimentar inadequado pela maioria dos brasileiros, caracterizado pelo alto consumo de alimentos ricos em gorduras, açúcar e sódio e pobres em micronutrientes, combinado à baixa ingestão de alimentos protetores, como frutas, verduras, legumes e grãos integrais, particularmente entre os adolescentes. O público jovem consome entre 10% e 15% mais gorduras do que os adultos.

"Na atenção às doenças crônicas, além desse papel central que a alimentação desempenha, também deve ser promovido todo o modo de vida saudável, que inclui a redução do sedentarismo por meio da promoção de práticas corporais e atividades físicas e a redução do tabagismo e do consumo excessivo de álcool, entre outros fatores de risco", destaca a coordenadora nacional de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Jaime.

Segundo dados da pesquisa, a ingestão diária de colesterol é maior em homens do que em mulheres e supera os 200 mg para todas as regiões e idades (exceto as idosas). Porém, na região Norte há consumo maior do que 300 mg/dia e no Nordeste, chega a 299,1 mg/dia.

No combate ao colesterol, é importante também considerar a ingestão das gorduras saturadas e trans. A participação das gorduras saturadas no total de calorias/dia não deve ultrapassar 10% ao dia. A pesquisa revela que este consumo está acima de 9% para ambos os sexos em todas as faixas etárias, chegando a valores entre 9,7% e 9,9% entre os adolescentes.

Para Patrícia Jaime, o consumo das gorduras trans está diretamente associado aos alimentos processados e traz como consequências maior risco de aumento do colesterol total e do LDL (o chamado colesterol ruim) e redução do HDL (conhecido como colesterol bom).


Dieta saudável

A prevenção e o controle dos problemas relacionados ao consumo excessivo do colesterol não se limitam a orientações para evitar o consumo de alimentos gordurosos, mas deve associar-se a outros hábitos alimentares saudável no dia a dia.

A coordenadora Patrícia destaca a importância de valorizar o consumo de alimentos tradicionais, como o arroz e o feijão, e complementá-los com outros alimentos naturais ou minimamente processados, como frutas, verduras, leguminosas, leite, grãos integrais, oleaginosas e peixes nas refeições, em substituição a alimentos com baixo teor de nutrientes e alta densidade energética, que contribuem para as atuais prevalências de doenças crônicas.

O Ministério da Saúde disponibiliza o Guia Alimentar para a População Brasileira, disponível no Portal da Saúde. A publicação traz diretrizes específicas para incentivar o consumo de alimentos saudáveis e orientações sobre as refeições. A recomendação é que se faça pelo menos três refeições diárias, intercaladas por lanches. Outras diretrizes explicam os diferentes grupos alimentares e os principais nutrientes.

Saiba mais no site do Ministério da Saúde.

 

Fonte:
Ministério da Saúde