Saúde

Hospital federal no Rio celebra 30 anos da criação de unidade de transplante de rins

publicado: 20/10/2011 11h14, última modificação: 23/12/2017 02h55

O Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) comemora nesta quinta-feira (20) os 30 anos da criação da Unidade de Transplante Renal, com a realização de mais de 1.850 procedimentos. Somente este ano foram 101 transplantes de rim realizados. Para a ocasião, está programado um evento que contará com homenagens e a participação de profissionais da unidade, pacientes transplantados, doadores e seus familiares.

A Unidade de Transplante Renal possui 16 leitos pós-operatórios e uma equipe multidisciplinar com 30 médicos (entre nefrologistas, urologistas e cirurgiões vasculares), 43 profissionais de Enfermagem, dois assistentes sociais e um psicólogo.

“O Hospital Federal de Bonsucesso é um grande centro transplantador com destaque nos cenários estadual e nacional. No estado do Rio, o HFB ocupa o primeiro lugar na realização de transplantes renais e, no ranking do Brasil, ocupa a quarta colocação. Os resultados também são de excelência, quando comparados aos principais centros de transplante do mundo”, destaca o diretor-geral Flávio Silveira.

O transplante renal no HFB teve início em 1981, por iniciativa de médicos do Serviço de Nefrologia, visando oferecer aos pacientes em diálise uma perspectiva de melhora na qualidade de vida e sobrevida. “Começamos a transplantar devido à demanda de pacientes que atendíamos com insuficiência renal. Eles ficavam o tempo inteiro em diálise e acabavam morrendo sem uma perspectiva maior”, explica a coordenadora geral de transplantes do Bonsucesso, a nefrologista Deise De Boni Monteiro de Carvalho.

Os avanços possibilitaram à equipe realizar, em 1987, o primeiro transplante renal infantil. Atualmente, o HFB é a única unidade no Rio de Janeiro que realiza esse tipo de cirurgia em crianças. Em termos gerais, a unidade atende, hoje, mais da metade da fila de espera para transplante de rim no Rio de Janeiro, que é de cerca de três mil pessoas. O número de transplantes varia conforme o número de doadores falecidos. As cirurgias são realizadas sempre que há o doador morto e, semanalmente, é feita uma cirurgia programada com doador vivo.

Atualmente, no estado do Rio, além do HFB, somente os hospitais universitários Pedro Ernesto e Antônio Pedro realizam o procedimento. Para fazer o transplante, os pacientes necessitam ser referenciados pelo serviço de diálise da unidade ou serviços de outros hospitais.


Fonte:
Ministério da Saúde