Saúde

Mutirão em Brasília alertou aos riscos do câncer de pele

publicado: 28/11/2011 11h15, última modificação: 23/12/2017 02h53

A Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF) realizaram, no último sábado (26), véspera do Dia Nacional de Combate ao Câncer, um mutirão com o objetivo de analisar e retirar lesões que pudessem indicar o câncer de pele. Durante a ação, realizada no Hospital Regional de Taguatinga, cidade a 30 quilômetros do centro de Brasília, foram feitas pequenas cirurgias. Além disso, os médicos alertaram sobre as precauções para evitar a doença.

O câncer de pele atinge, principalmente, pessoas com pele e olhos claros, que se expõem com frequência ao sol, pessoas com grande número de sardas e sinais, além de fumantes e que têm casos de câncer pele na família. Alguns dos sinais são manchas que não cicatrizam, coçam, ardem, sangram e descamam. Sinais e pintas antigas que se modificam com o tempo também podem ser indicativo da doença.

O aposentado Manoel Brasilino, de 76 anos, percebeu o aparecimento de dois pequenos caroços no peito e quando começaram coçar procurou um médico. Com a recomendação de retirá-los e dificuldades para conseguir o atendimento de um dermatologista, ele viu no mutirão uma oportunidade. “Coçava e eu estava muito preocupado, agora vou resolver”, disse enquanto aguardava na fila de atendimento no Hospital Regional de Taguatinga.

Após ter uma pinta retirada, a fotógrafa Mel Alencar, de 37 anos, comentou que as campanhas de prevenção e combate ao câncer de pele têm a vantagem de “esclarecer as pessoas” e fazer com que elas procurem tratamento.

Para evitar o câncer de pele, a coordenadora de Dermatologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Vanessa Lima, recomenda o uso diário do protetor solar. Além disso, ela afirma que é importante evitar a exposição excessiva ao sol. “É preciso não exagerar com o sol, evitar queimaduras na pele já que o câncer de pele está relacionado com o número de vezes que você se queima na vida. E usar sempre o protetor solar”, explica. O horário de maior risco de exposição ao sol é das 10h às 16h.

 

Fonte:
Agência Brasil