Saúde

Taxa de mortalidade por doenças crônicas no País cai 26%, aponta estudo

publicado: 01/11/2011 16h02, última modificação: 23/12/2017 02h53

A taxa de mortalidade por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) diminuiu 26% entre 1991 e 2009, caindo de 711 para 526 mortes para cada 100 mil habitantes. Os números constam no estudo Saúde Brasil 2010, publicação do Ministério da Saúde que analisa a situação geral de saúde do brasileiro e contribui para a definição de estratégias e políticas públicas.

No período analisado, o índice de mortes por DCNT reduziu em 1,4% ao ano. Quando considerado um intervalo de tempo menor, de 2005 a 2009, o declínio da mortalidade foi ainda mais acelerado, com redução média anual de 1,6%.

Do total de óbitos registrados em 2009 por todas as causas, ou seja cerca de um milhão de mortes, 742.779 foram por doenças crônicas, que representam 72% dos óbitos no Brasil e são a principal causa de mortalidade no País.

Entre as mortes por DCNT, 80,7% foram provocadas por doenças cardiovasculares, câncer, doença respiratória crônica e diabetes. As conclusões do estudo estão sendo apresentadas e discutidas durante a 11ª Mostra Nacional de Experiências Bem-Sucedidas em Epidemiologia, Prevenção e Controle de Doenças (Expoepi), que acontece até a próxima quinta-feira (3), em Brasília (DF).

Para diminuir ainda mais a mortalidade por essas doenças, o Ministério da Saúde lançou, em agosto, o Plano de Ações de Enfrentamento às Doenças Crônicas Não Transmissíveis, que define ações e recursos para o enfrentamento dessas enfermidades nos próximos dez anos. A meta é uma redução gradativa da taxa de mortalidade entre pessoas com menos de 70 anos de idade para o alcance de um índice de 2% ao ano.

De acordo com o diretor de Análise de Situação de Saúde do Ministério da Saúde e coordenador do Saúde Brasil, Otaliba Libânio, o enfrentamento das DCNT e dos principais fatores de risco para estas doenças, como a obesidade, o tabagismo, a alimentação inadequada, a inatividade física e o uso abusivo de álcool, resultará na diminuição dos gastos com o tratamento dos pacientes e, principalmente, na melhoria da qualidade de vida dos brasileiros e em um envelhecimento mais ativo e saudável. "O tratamento para as doenças crônicas é prolongado, onerando os indivíduos, as famílias e os sistemas de saúde", observa Libânio.

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Ministério da Saúde