Saúde

Médicos do SUS terão apoio do InCor no diagnóstico de doenças cardiovasculares

publicado: 15/06/2012 17h57, última modificação: 23/12/2017 02h46

Segundo Ministério da Saúde, em 2009, as doenças cardiovasculares representaram 31% das mortes no País

 

Foi assinado nessa quinta-feira (14), um convênio entre o Ministério da Saúde e o Instituto do Coração (InCor), que irá possibilitar que  especialistas do InCor do Hospital das Clínicas de São Paulo ajudem no diagnóstico de doenças cardiovasculares em até 200 unidades de saúde do País. A orientação será dada a distância por meio de videoconferência. O projeto visa agilizar o início do tratamento, tendo em vista que 5% das mortes ocorrem na primeira hora da manifestação da doença e 80% em até 24 horas, segundo dados do Ministério da Saúde.

De acordo com ministério, em 2009, as doenças cardiovasculares representaram 31% das mortes no Brasil, sendo a principal causa de incapacidade e de mortalidade. “Nossa intenção é que a expertise [conhecimento e experiência] do Incor chegue aos lugares mais remotos do País, ajudando a democratizar o acesso dos brasileiros aos avanços científicos”, explicou Roberto Kalil, diretor da Divisão Cardiologia do Instituto.

Uma equipe estará disponível 24 horas por dia para prestar a orientação a distância. A expectativa dos órgãos é que, em até dois anos, 200 unidades do sistema público de saúde se credenciem para participar do projeto. Serão usados recursos de imagem, som e transmissão de dados. De acordo com o InCor, a central de telemedicina é composta por equipamento portátil de eletrocardiograma, microcomputador com monitor de alta resolução, câmera de vídeo para internet, microfone e fone de ouvido. O ministério disponibilizou R$ 991 mil para a primeira fase do projeto, que integra o Programa Telessaúde Brasil Redes, que já chegou a 1.733 unidades de saúde do País.

Na assinatura do convênio, também foi anunciado o investimento de R$ 8 milhões na modernização tecnológica do InCor. Serão adquiridos aparelhos de tomografia, ultrassom e ecocardiograma, além de monitores e centrais de monitoramento de pacientes em estado crítico. Os novos equipamentos serão destinados, principalmente, para os tratamentos intensivos.

Fonte:

Agência Brasil