Saúde

Saúde repassa R$ 6,7 milhões para Programa de Plantas Medicinais e Fitoterápicos

publicado: 21/06/2012 18h17, última modificação: 23/12/2017 02h45

O programa aplicará os recursos em projetos locais de produção e distribuição de plantas medicinais e fitoterápicos

Para fortalecer o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, o Ministério da Saúde repassará R$ 6,7 milhões para 12 municípios. O valor será aplicado em projetos locais de produção e distribuição no Sistema Único de Saúde (SUS) de plantas medicinais e fitoterápicos. A medida foi publicada, nessa quarta-feira (20), no Diário Oficial da União.

O montante deverá ser investido em aquisição de equipamentos e materiais, contratação de pessoal e qualificação técnica para promover a interação e a cooperação entre os agentes produtivos de plantas medicinais e fitoterápicos. A iniciativa tem o propósito de desenvolver a produção de insumos de origem vegetal, preferencialmente com cultivo orgânico, considerando a agricultura familiar, o conhecimento tradicional e científico.

“O objetivo do ministério é aliar a saúde à sustentabilidade e ao desenvolvimento socioeconômico do país. Queremos mostrar que é possível desenvolver a cadeia produtiva com sustentabilidade”, explica o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

 

Rio+20

Como forma de valorizar a biodiversidade do Brasil e seu uso sustentável, o ministério participa da Conferência Rio+20 com uma mostra sobre plantas medicinais e fitoterápicos, localizado no Pier de Mauá. Os visitantes têm acesso às informações sobre o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, além de conhecerem desde o processo de cultivo dessas plantas, passando pela extração, ao uso da fitoterapia no SUS. A mostra segue aberta ao público até sexta-feira (22), quando encerra a Conferência.

Para o secretário Carlos Gadelha, o desenvolvimento dos fitoterápicos no Brasil incorpora as três dimensões do desenvolvimento sustentável. “Os fitoterápicos aparecem como uma oportunidade para o País mostrar que persegue um modelo de desenvolvimento que articula a dimensão econômica, social e ambiental,  em uma mesma iniciativa”, avalia.

 

O programa

Lançado em 2008, o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos foi criado para garantir à população o acesso a plantas medicinais e fitoterápicos, seguros e eficazes, ampliando as opções terapêuticas e fortalecendo o complexo produtivo e o uso sustentável da biodiversidade.

Os 12 fitoterápicos ofertados no SUS, com financiamento de municípios, estados e da União, são industrializados e têm registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), portanto, com eficácia e segurança comprovadas. O Ministério da Saúde orienta o uso desses produtos apenas na atenção básica.

 

Fitoterapia

Os benefícios da fitoterapia são reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Periodicamente, o órgão divulga recomendações para incentivar os países a formularem políticas e regulamentações nacionais referentes à utilização de medicamentos tradicionais de eficácia comprovada. A OMS também recomenda a exploração das possibilidades de se incorporar os detentores de conhecimento tradicional às atividades de atenção primária em saúde, fornecendo-lhes treinamento correspondente.

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Fonte:
Ministério da Saúde