Saúde

Mobilização para a internação de usuários de crack em SP começa segunda-feira (21)

publicado: 16/01/2013 11h58, última modificação: 23/12/2017 11h04
Internação compulsória de viciados em SP

Os casos com indicação de internação serão encaminhados por profissionais da área de saúde e avaliados por promotores, juízes e advogados

A ação vai acontecer na região conhecida como Cracolândia, em São Paulo, e conta com o trabalho conjunto de integrantes da saúde, da segurança e da justiça

Começa na próxima segunda-feira (21) as internações compulsórias ou involuntárias de dependentes químicos na região da Cracolândia, São Paulo. A realização desta ação acontece por meio do trabalho conjunto de profissionais da saúde, do Ministério Público, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A força-tarefa foi oficializada sexta-feira (11), quando o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ressaltou que o objetivo do projeto é dar apoio aos usuários de drogas, fornecendo principalmente tratamento ambulatorial e fazendo o maior número possível de internações voluntárias.

De acordo com o TJSP, nesta semana estão sendo tomadas as providências relativas à estrutura física da sala que será usada para atendimento no Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas. Em nota, a Secretaria Estadual da Justiça e da Defesa da Cidadania informou que só falta a designação dos plantonistas. “Esses profissionais atuarão no projeto que viabilizará internações involuntárias e compulsórias de dependentes químicos com estado de saúde mais grave, sem consciência de seus atos, e que se recusem ao tratamento voluntário”, diz a nota.

O governo paulista dispõe de 5,6 mil vagas para tratamentos de dependentes químicos, informou o governador.

Os casos com indicação de internação serão encaminhados por profissionais da área de saúde e avaliados por promotores, juízes e advogados, que manterão plantão das 9h às 13h, na sede do Centro de Referência de Álcool, Tabaco e outras Drogas, que fica no bairro do Bom Retiro.

Crack, é possível vencer

O  governo federal atua contra o avanço do crack, uma droga tóxica feita com pasta de cocaína, por meio de parcerias com estados e municípios.

A droga de efeito rápido e intenso leva o usuário rapidamente à dependência e, por isso, é fundamental prevenir o seu consumo.

A previsão do governo é investir no Programa cerca de R$ R$ 4 bilhões da União até 2014. A iniciativa conta com a atuação direta dos ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Efeitos e consequências do uso do crack

O uso do crack é bastante prejudicial e provoca efeitos físicos, psicológicos e neurológicos no organismo. Na parte física, das vias aéreas até o cérebro, a fumaça tóxica do crack causa um impacto devastador. As principais consequências físicas do consumo da droga incluem doenças pulmonares e cardíacas, sintomas digestivos e alterações na produção e captação de neurotransmissores.

O uso do crack pode prejudicar as habilidades cognitivas (inteligência) envolvidas especialmente com a função executiva e com a atenção. Este comprometimento altera a capacidade de solução de problemas, a flexibilidade mental e a velocidade de processamento de informações.

O uso da droga pode provocar transtorno bipolar, resultado do mecanismo de rápida e intensa euforia, logo após o uso da droga, que logo é substituída pela depressão, quando o usuário está em abstinência. “Os danos causados tendem a persistir por meses e até anos depois que o individuo deixou a droga. Já os sintomas psiquiátricos podem desaparecer com mais facilidade, exceto para os indivíduos que tenham predisposição para esse tipo de doença”, explica o pesquisador Felix Kessler, do Centro de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Fonte:

Agência Brasil
Portal Brasil