Saúde

Assistência farmacêutica

Governo federal aumenta repasse para compra de medicamentos

Investimento anual passará de R$ 5,10 para R$ 5,58 por habitante, o que vai aumentar volume de remédios ofertados
publicado: 15/08/2017 17h47, última modificação: 23/12/2017 11h30
Recurso para medicamentos básicos será 10% maior

Medida foi possível após realocação dos R$ 100 milhões destinados à Rede Própria do Farmácia Popular - Foto: Arquivo/Ministério da Saúde

O Ministério da Saúde vai aumentar o repasse para a compra de medicamentos que fazem parte do Componente Básico da Assistência Farmacêutica (CBAF). O valor anual passará de R$ 5,10 para R$ 5,58 por habitante, o que deve ampliar a quantidade de produtos disponibilizados à população.

De acordo com a pasta, a medida só foi possível após a realocação dos R$ 100 milhões que eram destinados à manutenção da Rede Própria do Farmácia Popular. Cerca de 80% do recurso custeava serviços administrativos. A Comissão Intergestores Tripartite (CIT), que reúne representantes dos estados, municípios e do governo federal, aprovou o aumento do repasse.

O recurso mantinha 367 unidades próprias que representam apenas 1% do total de unidades privadas credenciadas no “Aqui Tem Farmácia Popular”. Agora, outros mil municípios que estão fora do programa também serão contemplados com maior acesso a medicamentos e insumos farmacêuticos que serão distribuídos em mais de 41 mil unidades de saúde.

“A medida não ocasionará nenhum prejuízo ao usuário. Pelo contrário, estamos ampliando o acesso e a oferta de medicamentos. Ou seja, não estamos terminando com o Farmácia Popular, e sim fortalecendo a rede credenciada”, explicou o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Medicamentos exclusivos na farmácia de rede própria, de acordo com Ricardo Barros, representam menos de 7% da procura dos usuários. Isso significa que 93% dos usuários buscam medicamentos para hipertensão, diabetes e asma, disponíveis na rede credenciada do Farmácia Popular. “Os demais estão disponíveis tanto nas unidades básicas quanto nas farmácias próprias das prefeituras”, ressaltou o ministro.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Saúde

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