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Educação

Mundo vive crise no ensino médio, diz secretária do MEC

por Portal Brasil publicado: 03/05/2010 19h14 última modificação: 28/07/2014 09h32

Que tipo de ensino médio o Brasil precisa? Para responder à pergunta, cerca de 130 especialistas em educação de vários países estão reunidos em Brasília, no Seminário Internacional de Políticas sobre Melhores Práticas no Ensino Médio.  Na abertura do evento, nesta segunda-feira (3), a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, disse que há uma crise mundial sobre a concepção do ensino nesse nível. “Países com diversidade etnocultural têm mais problemas, pois tinham modelos que se adaptavam aos anos 70 e depois não dialogaram mais com a multiplicidade que entrou para a escola”, alertou.

Maria do Pilar ressaltou que a escola precisa conhecer o jovem e se adaptar às novas tecnologias. “A escola não pode mais assumir o papel de ser a transmissora da informação” porque, segundo ela, o jovem adquire informação por outros meios – mas de forma superficial. “O papel da escola é tratar a educação”, explica.

“É importante lembrar que estamos falando da juventude e sua complexidade, da diferença entre gerações, que causa, muitas vezes, confrontos e conflitos nas escolas”, lembrou a secretária. Hoje, no Brasil, há 4,8 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que cursam o ensino médio.

O encontro vai até terça-feira, 4, quando serão discutidos os modelos de organização do ensino médio em diversos países e sua articulação com a educação técnica e profissional, pontos fortes e desafios. Participam gestores em educação de países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) — Brasil, Estados Unidos, Canadá Inglaterra, França, Escócia, Chile e Uruguai.

Pilar citou diversos avanços em relação a essa etapa de ensino nos últimos anos, como a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o fim da desvinculação de recursos da união (DRU) para a educação — que devolve R$ 11 bilhões anuais ao orçamento do MEC e permite a obrigatoriedade da matrícula dos quatro aos 17 anos. Além disso, a secretária lembrou da ampliação dos programas de transporte escolar, livro didático e biblioteca, estendidos ao ensino médio.

O evento é promovido pelo MEC e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o apoio da OCDE.  Durante o encontro, estão sendo analisados os resultados da pesquisa Tendências e Melhores Práticas Internacionais no Ensino Médio no Brasil, que analisou 35 instituições de São Paulo, Paraná, Ceará e Acre. O estudo foi realizado em 2009 e  identificou os fatores que as próprias equipes escolares associam ao bom desempenho dos alunos. Também foram analisados aspectos das principais políticas públicas para o ensino médio em cada um dos quatro estados. A pesquisa foi desenvolvida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, em parceria com o BID e com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

O representante da área de políticas para a educação do BID, Carlos Herrán, que apresentou os resultados da pesquisa, considera a troca de experiências entre os países benéfica para a formulação de políticas públicas. Marcelo Perez, também do BID, elogiou a atuação do Brasil na área da avaliação e do financiamento educacionais. “Todas as ações a favor da educação tornam os brasileiros mais livres e capazes de participar ativamente dos processos sociais, culturais e econômicos de seu país”, disse.

Para Ian Whitman, representante da OCDE, é necessário que a escola ajude os jovens a expandir horizontes. “O mundo está mudando; o século 21 requer novas habilidades. Se quisermos ter trabalhadores qualificados, em qualquer área, precisamos dar boa formação a eles, desde a base”, enfatizou.

Participam do seminário secretários de educação de 23 estados e do Distrito Federal, além de representantes dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, França, Escócia, Chile e Uruguai.

Fonte:
Ministério da Educação
Agência Brasil

 

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