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Educação

Enade avalia qualidade dos cursos de nível superior

Análise

Exame Nacional de Desempenho de Estudantes é obrigatório e condição para a obtenção do diploma
por Portal Brasil publicado: 26/09/2011 16h33 última modificação: 28/07/2014 14h07
José Cruz/ABr Enade avalia qualidade da educação superior no País

Enade avalia qualidade da educação superior no País

O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) é, ao lado da análise dos cursos e das instituições, um dos meios de avaliação da qualidade da educação superior no Brasil. A participação dos estudantes dos cursos avaliados é obrigatória e condição para a obtenção do diploma, sendo registrada no histórico escolar a situação de regularidade com o exame.

Criado em 2004, o Enade substituiu o Exame Nacional de Cursos (também conhecido como Provão). Em sua sexta edição, a prova que mede as competências e habilidades dos estudantes nos respectivos cursos passou por algumas mudanças.

As diretrizes principais ainda continuam as mesmas. Apenas alunos ingressantes e concluintes devem ser inscritos pelas Instituições de Ensino Superior (IES) para realizar o exame e há um ciclo avaliativo,com  duração de três anos, entre os cursos avaliados. O que mudou ao longo do tempo foi o critério para definir os participantes d a prova. 

Todos os cursos de graduação são avaliados e no incio de cada ano, por meio de Portaria Ministerial, ocorre a divulgação dos cursos que integrarão o ciclo avaliativo naquele ano.

O desempenho dos estudantes no Enade é um dos componentes do Conceito Preliminar de Curso (CPC). Também compõem a nota do CPC o Índice de Diferença de Desempenho (IDD), que é a média entre a nota do aluno no ingresso e no fim do curso, além da opinião dos estudantes sobre as IES com relação à infraestrutura, instalações físicas, recursos didático-pedagógicos, titulação dos professores, e o questionário preenchido pelos participantes do Enade naquele ciclo avaliativo. 

O Conceito Preliminar de Curso (CPC), indicador de qualidade dos cursos de graduação (que varia de 1 a 5), é utilizado pelo Ministério da Educação para subsidiar as ações de regulação da educação superior. Cursos com conceitos 1 ou 2 (insatisfatório) são submetidos à visitas de comissão de especialistas formadas por docentes da educação superior na área do curso avaliado designadas peloInep e podem sofrer sanções, como a redução do número de vagas para ingressantes ou até mesmo o encerramento da oferta dessas vagas. Quem recebe conceito 3, 4 ou 5 (satisfatório), pode ser dispensado da avaliação in loco.

Fontes:
Inep 
Ministério da Educação

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