Você está aqui: Página Inicial > Educação > 2011 > 10 > Surgimento das escolas técnicas

Educação

Surgimento das escolas técnicas

Sistema foi reorganizado com a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia
por Portal Brasil publicado: 05/10/2011 12h54 última modificação: 28/07/2014 14h07
Exibir carrossel de imagens Antigamente, as escolas pioneiras eram voltadas para a inclusão social de jovens carentes

Antigamente, as escolas pioneiras eram voltadas para a inclusão social de jovens carentes

O decreto 7.566, de 23 setembro de 1909, assinado pelo presidente Nilo Peçanha, é considerado o marco inicial do ensino profissional, científico e tecnológico de abrangência federal no Brasil. O ato criou 19 Escolas de Aprendizes Artífices, que tinham o objetivo de oferecer ensino profissional primário e gratuito para pessoas que o governo chamava de “desafortunadas” à época.

Essas escolas pioneiras, portanto, tinham uma função mais voltada para a inclusão social de jovens carentes do que propriamente para a formação de mão de obra qualificada. Naquele momento, a economia do País era baseada na atividade rural e, mesmo nos principais centros urbanos, o processo de industrialização ainda ocorria de maneira lenta e precária.

Foi com a Constituição promulgada em 1937 que o ensino técnico passou a ser contemplado como um elemento estratégico para o desenvolvimento da economia e como um fator para proporcionar melhores condições de vida para a classe trabalhadora. A Constituição promulgada por Getúlio Vargas transformou as Escolas de Aprendizes Artífices em Liceus Industriais.

Os Liceus passaram a trabalhar em sintonia com a expansão da indústria, que então passara a se desenvolver mais rapidamente. Para sustentar esse crescimento, era preciso formar mão de obra qualificada, um bem escasso no Brasil naquele momento.

Em 1942, o então ministro da Educação e Saúde, Gustavo Capanema, promoveu uma profunda reforma no sistema educacional brasileiro, que equiparou o ensino profissional e técnico ao nível médio. Na mesma ocasião, os Liceus Industriais passaram a se chamar Escolas Industriais e Técnicas (EITs).

O modelo prevaleceu até 1959, quando as EITs foram transformadas em Escolas Técnicas Federais (ETFs) e ganharam autonomia pedagógica e administrativa. Pouco depois, o ensino técnico ganhou um novo status. A fixação por lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1961, equiparou o ensino profissional ao ensino acadêmico.

Até então, prevalecia a ideia de que esse tipo de formação era destinada apenas a indivíduos carentes – os mesmos “desafortunados” da época de Nilo Peçanha. A partir desse momento, o ensino profissional e técnico passou a ser considerado essencial para a expansão da economia e passou a se basear nas escolas técnicas dos países industrializados.

Nos anos 1970, com a aceleração do crescimento econômico, houve uma forte expansão da oferta de ensino técnico e profissional. Em 1978, surgiram os três primeiros Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets), que tinham como objetivo formar engenheiros de operação e tecnólogos.

Dezesseis anos depois, os Cefets viraram a unidade padrão da Rede Federal de Ensino Profissional, Científico e Tecnológico. Eles absorveram as atividades das ETFs e das Escolas Agrotécnicas Federais e se preocuparam em preparar o País para a revolução tecnológica ocorrida entre os anos 1980 e 1990.

Em 2008, o sistema foi reorganizado com a criação dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, que absorveram os Cefets e as Escolas Técnicas remanescentes. Com 102 anos de vida, a Rede Federal conta com 38 Institutos, dois Cefets e uma Universidade Tecnológica Federal que são procuradas por milhões de brasileiros interessados em formação profissional de alta qualidade.

Fontes:
Ministério da Educação
Rede Federal de Ensino Profissional, Científico e Tecnológica
Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif)
Lei 8.670/1983
Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)

 

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Olimpíada Brasileira de Biologia encerra incrições
Competição voltada alunos do ensino médio em curso ou que já concluiram, mas ainda não iniciaram o curso de graduação
MEC estipula novas regras para o ProUni
Nesta edição, estudante poderá transferir bolsa de estudo remanescente entre cursos de áreas afins
Prazo para concorrer a bolsas do Prouni vai até 31/3
Para estudantes já matriculados em curso superior e que não possuem a bolsa, a data final de inscrição é 31 de maio
Competição voltada alunos do ensino médio em curso ou que já concluiram, mas ainda não iniciaram o curso de graduação
Olimpíada Brasileira de Biologia encerra incrições
Nesta edição, estudante poderá transferir bolsa de estudo remanescente entre cursos de áreas afins
MEC estipula novas regras para o ProUni
Para estudantes já matriculados em curso superior e que não possuem a bolsa, a data final de inscrição é 31 de maio
Prazo para concorrer a bolsas do Prouni vai até 31/3

Últimas imagens

Podem participar todos os alunos inscritos em escolas públicas municipais, estaduais e federais brasilerias
Podem participar todos os alunos inscritos em escolas públicas municipais, estaduais e federais brasilerias
PNE contém diretrizes e metas a serem alcançadas até 2024
PNE contém diretrizes e metas a serem alcançadas até 2024
Podem concorrer os estudantes que tenham participado do Enem e professores da rede pública de ensino
Podem concorrer os estudantes que tenham participado do Enem e professores da rede pública de ensino
João Bittar/MEC
Criado em 2007 pelo Ministério da Educação, programa contribui para reestruturar a rede pública de educação infantil
Criado em 2007 pelo Ministério da Educação, programa contribui para reestruturar a rede pública de educação infantil
Fies financia alunos matriculados em universidades particulares que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC
Fies financia alunos matriculados em universidades particulares que tenham avaliação positiva nos processos conduzidos pelo MEC

Governo digital