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Taxas escolaridade e rendimento aumentam em dez anos, revela Censo 2010

por Portal Brasil publicado: 27/04/2012 15h18 última modificação: 28/07/2014 16h39

Os Resultados Gerais da Amostra do Censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27), apresentam uma série de mudanças ocorridas no País entre os anos de 2000 e 2010. 

A pesquisa inclui informações sobre características de pessoas com deficiência, educação, trabalho e rendimento, domicílios e deslocamento para trabalho e estudo, tempo de deslocamento para trabalho, migração e nupcialidade. 

Em 2010, havia 45,6 milhões de pessoas com pelo menos uma das deficiências investigadas - visual, auditiva, motora e mental -, representando 23,9% da população. 

O nível de instrução da população aumentou. Nas pessoas de dez anos ou mais de idade por nível de instrução, de 2000 para 2010, o percentual dos sem instrução ou com o nível fundamental incompleto caiu de 65,1% para 50,2%. Já a taxa de pessoas com pelo menos o curso superior completo aumentou de 4,4% para 7,9%. 

De 2000 para 2010, o percentual de jovens que não frequentavam escola na faixa de sete a 14 anos de idade caiu de 5,5% para 3,1%. As maiores quedas ocorreram nas regiões Norte, de 11,2% para 5,6% - que ainda é o maior percentual entre as regiões -, e Nordeste, de 7,1% para 3,2%. 

O rendimento médio mensal de todos os trabalhos das pessoas ocupadas com rendimento de trabalho foi, em 2010, de R$ 1.345, contra R$ 1.275 em 2000, um ganho real de 5,5%. Enquanto o rendimento médio real dos homens passou de R$ 1.450 para R$ 1.510, de 2000 para 2010, o das mulheres foi de R$ 982 para R$ 1.115 no mesmo período. 

O ganho real foi de 13,5% para as mulheres e 4,1% para os homens. A mulher passou a ganhar 73,8% do rendimento médio de trabalho do homem. Em 2000, esse percentual era 67,7%. 

As pessoas que ganhavam mais de 20 salários mínimos de rendimento mensal de todos os trabalhos representaram 0,9% da população ocupada do País, em 2010, enquanto a parcela das sem rendimento foi de 6,6% e a das com remuneração até um salário mínimo, 32,7%. 

No Brasil, 32,2 milhões de pessoas - 52,2% do total dos que trabalhavam fora do domicílio - levavam de seis a 30 minutos para chegar ao trabalho em 2010 e, sete milhões, ou 11,4%, levavam mais de uma hora. No estado do Rio de Janeiro, dois milhões (38,6%) levavam entre seis minutos e meia hora, 1,6 milhão (30,7%) levava entre meia e uma hora e 1,2 milhão (23,1%) levava mais de uma hora no trajeto. 

No Sudeste, o deslocamento para estudar em outro município foi de dois milhões (8,5%) de estudantes, a maioria em São Paulo: 1,1 milhão de pessoas (57% do total do Sudeste). Santa Catarina tinha o percentual mais elevado do País: de seus 1,8 milhão de estudantes, 184 mil (10,1%) se deslocavam para outro município. 

No ano de 2010, o País recebeu 268,5 mil imigrantes internacionais, 86,7% a mais do que em 2000, que eram 143,6 mil. Os principais países de origem dos imigrantes foram os Estados Unidos (51,9 mil) e Japão (41,4 mil). Do total de imigrantes internacionais, 174,6 mil (65,0%) eram brasileiros e estavam retornando. Já em 2000, foram 87,9 mil imigrantes internacionais de retorno, 61,2% do total dos imigrantes. 

A migração de retorno dentro do País, referente às pessoas que nasceram no estado em que residiam na data de referência do Censo e que moravam em outro estado cinco anos antes, passou de 22,0% do total de migrantes (1,1 milhão de pessoas) para 24,5% dos migrantes (1,2 milhão de pessoas). 

A proporção de uniões consensuais passou de 28,6% em 2000 para 36,4% em 2010. Diminuíram os casamentos do tipo civil e religioso, de 49,2% para 42,9%. No estado do Amapá, as uniões consensuais chegaram a 63,5%.

 

Fonte
IBGE

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