Educação
Brasil tem condições de suprir demanda japonesa anual de etanol, diz ministro
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, que está em Tóquio, disse na última terça-feira (29), que o Brasil tem condições de atender a demanda japonesa de etanol, de 500 milhões de litros por ano.
“Temos capacidade reprodução de sobra e podemos firmar um acordo de longo prazo”, afirmou, em audiências com Osamu Fujimura, ministro-chefe do Gabinete do Primeiro-Ministro do Japão, e Yukio Edano, ministro da Economia, Comércio e Indústria.
Na audiência com Edano, Pimentel propôs a associação de mais empresas japonesas às fabricantes de etanol brasileiras para que possam participar de todo o processo, da produção à venda. “Se o Brasil conseguir fornecer de forma estável e barata, a participação do país no fornecimento vai aumentar", respondeu o ministro Edano.
Energia mais barata
No encontro com Fujimura, que ocupa cargo equivalente ao de ministro-chefe da Casa Civil no Brasil, Pimentel disse que o governo brasileiro adotará medidas para reduzir o custo da energia no Brasil ainda este ano. "Estão sendo feitos estudos que vão permitir essa redução", adiantou.
Os ministros japoneses mostraram preocupação com o custo da energia no Brasil por causa do impacto do insumo no resultado da Albras, produtora de alumínio que tem o governo do Japão como um dos sócios.
Pimentel ressaltou que a oferta de energia no Brasil aumentará dentro dos próximos quatro anos, com o início da exploração das reservas de gás da camada do pré-sal e a entrada em operação das usinas hidrelétricas que estão sendo construídas na região Norte do Brasil.
Ciência sem Fronteiras
Nos dois encontros, Pimentel pediu apoio do governo japonês ao programa Ciência sem Fronteiras, lançado pela presidenta Dilma Rousseff e que prevê a concessão de 100 mil bolsas para estudantes e pesquisadores brasileiros estudarem no exterior nos próximos quatro anos. Tanto Fujimura quanto Edano concordaram que o intercâmbio trará benefícios aos dois países.
"Como os imigrantes japoneses tornaram-se importantes para o desenvolvimento do Brasil no século passado, espero que a vinda de estudantes brasileiros para cá represente uma nova fase desse intercâmbio", disse Edano.
As universidades japonesas devem receber três mil estudantes brasileiros.
Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
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