Educação
Investimento de bancos e Eletrobras promove 9 mil bolsas de intercâmbio estudantil
O programa promove a consolidação, a expansão da ciência e tecnologia por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional
Dois acordos para doação de bolsas de estudo do programa Ciência sem Fronteiras foram assinados na última sexta-feira (21), em São Paulo. O primeiro envolve os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). No segundo, foi feita parceria com a Eletrobras.
Os bancos vão financiar 6.500 bolsas de estudo do Programa Ciência sem Fronteiras nos próximos quatro anos. O repasse dos recursos que serão doados pelos bancos será feito gradualmente, sendo 22% em 2013, 30% em 2014 e 38% em 2015. O investimento totalizará US$ 180,8 milhões. Já a Eletrobras custeará 2.500 bolsas.
A Febraban indicará representante permanente para o Comitê de Acompanhamento e Assessoramento, responsável pela coordenação do programa. Participam do comitê representantes do governo federal e outras entidades do setor privado que contribuem para o projeto.
Impacto
Na avaliação do presidente da Febraban, Murilo Portugal, a experiência promovida pelo programa do governo federal traz impactos imediatos tanto para as instituições que investem como para os estudantes e pesquisadores, e para o País.
O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, destacou a presença da inovação tecnológica no setor financeiro. “A qualificação da comunidade científica, especialmente na área de informática, foi vital para a formulação das práticas e das tecnologias de gestão financeiras do sistema bancário brasileiro”, disse. “Vocês são exemplo de um sistema de automação bancária sofisticada para o mundo.”
Raupp destacou o Ciência sem Fronteiras como um exemplo de parceria público privada. “Essa parceria é o caminho a ser trilhado para termos um desenvolvimento econômico com sustentabilidade. Quem sustenta a economia no mundo moderno, do conhecimento, são profissionais de alta qualificação em todas as áreas”, disse. Das 101 mil bolsas previstas no programa, 26 mil são da iniciativa privada.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ressaltou a obrigatoriedade do retorno ao País para os estudantes que participam do programa. Ele explicou que quem obtiver notas superiores a 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode solicitar a bolsa do Ciência sem Fronteiras já na hora em que ingressar na universidade.
“Esses alunos não serão obrigados a atuar nas áreas de qualificação, mas têm o compromisso de voltar ao Brasil. O que tem acontecido é que alguns desses alunos vão para as universidades, ficam nove meses fazendo estágio ali e depois mais três meses nas empresas, que tem tido muita satisfação porque esses são os melhores alunos do Brasil”.
Ciência sem Fronteiras
O Ciência sem Fronteiras é desenvolvido em conjunto pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior (Capes). O programa prevê o financiamento de um total de 101 mil bolsas para promover intercâmbio, em quatro anos, de alunos de graduação e pós-graduação. Dessas, 75 mil serão financiadas pelo governo federal e 26 mil com recursos privados.
Confira os editais com chamadas públicas abertas e tire dúvidas sobre a inscrição e cronograma. Veja também a Cartilha com Informações de Apoio ao Estudante no Exterior.
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Fonte:
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Agência Brasil
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