Educação
Matrículas no ensino superior crescem 5,7%
A rede federal atingiu aumento de 10%, com mais de um milhão de estudantes matriculados
Em um ano, o número de matriculas na educação superior subiu 5,7% no período de 2010 a 2011. As instituições públicas tiveram destaque com 7,9%, enquanto as privadas tiveram aumento de 4,8%. Os dados fazem parte do Censo do Ensino Superior, divulgados nessa terça-feira (16) pelo Ministério da Educação (MEC).
Com o crescimento do número de matriculas, o Brasil supera a marca de 6,7 milhões de pessoas incluídas no ensino superior. Desse total, 1,032 milhão estão em instituições federais. Entre o período pesquisado, as matrículas na rede federal cresceram 10% e já participam com mais de 58% das matrículas na rede pública, abrangendo também as esferas municipal e estadual.
Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, o ritmo crescente se deve pelas políticas de indução como o Programa Universidade Para Todos (Prouni), Programa de Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Nos últimos anos, o MEC já concedeu mais de um milhão de bolsas integrais e parciais do Prouni, além de 570 mil contratos do Fies.
Entre as áreas de formação, o maior crescimento é nos cursos tecnológicos, que tiveram aumento de 11,4% na procura. Os cursos de licenciatura registraram o menor interesse e ficaram praticamente estagnados, com 0,1% de crescimento. A demanda do mercado de trabalho é a causa do aumento, segundo o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
Atualmente, são 59 universidades federais. A previsão do governo federal é que até 2014 o Brasil tenha 63 universidades federais, com 321 campus distribuídos em 272 municípios. “Nossa prioridade hoje é consolidar a expansão do Reuni. Crescer com qualidade”, ressaltou Mercadante
Inclusão de pretos e pardos
Os dados do Censo da Educação Superior também apontam que o percentual de pretos e pardos de 18 a 24 anos, que frequentam ou já concluíram o ensino superior de graduação, evoluiu de 1,8% para 8,8% e 2,2% para 11%, respectivamente.
“Este número ainda é baixo, mas vai melhorar com a política de cotas. Uma década é um prazo razoável para diminuir a desigualdade”, destacou Mercadante, referindo-se à lei de cotas, que reserva 50% das matrículas em universidades federais e institutos federais de ciência e tecnologia para estudantes oriundos de escolas públicas, com baixa renda, além de pretos, pardos e indígenas.
Fies
O Fies tem o objetivo de financiar a graduação de estudantes que não têm condições de arcar com os custos de sua formação. Para candidatar-se ao Fies, os alunos devem estar regularmente matriculados em instituições pagas, cadastradas no programa e com avaliação positiva nos processos avaliativos do MEC.
Reuni
Para ampliar o acesso e a permanência na educação superior, o governo criou o Reuni, que busca dobrar o número de alunos nos cursos de graduação em dez anos. O programa pretende permitir o ingresso de 680 mil alunos a mais nos cursos de graduação.
As ações do programa contemplam o aumento de vagas nos cursos de graduação, a ampliação da oferta de cursos noturnos, a promoção de inovações pedagógicas e o combate à evasão, entre outras metas que têm o propósito de diminuir as desigualdades sociais no País.
Prouni
Criado desde 2004, pela Lei nº 11.096/2005, o Prouni tem como finalidade conceder bolsas de estudos integrais e parciais a estudantes de cursos de graduação e de cursos sequenciais de formação específica, sempre em instituições privadas de educação superior. Quem adere ao programa recebe isenção de tributos.
Leia mais:
Publicado decreto que regulamenta a Lei de Cotas
Conheça os programas de inclusão ao ensino superior no País
Estudantes poderão solicitar extensão do prazo do Fies até dezembro
Financiamento estudantil atinge recorde em crédito concedido
Fonte:
Ministério da Educação
Agencia Brasil
Portal Brasil
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil

















