Educação
Atendimento educacional durante a internação facilita volta da criança à escola
A parceria entre o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e a rede de ensino municipal permite que crianças e adolescentes internados no instituto tenham aulas diariamente. A média é de dez crianças internadas, algumas há mais de um ano. A parceria completou um ano em agosto deste ano.
A professora municipal Karla Bastos, que trabalha com educação especial há nove anos e está no projeto do IFF desde o início, acredita que o atendimento pedagógico-educacional no hospital facilita a volta das crianças à escola sem prejuízo e ainda minimiza o isolamento social.
“A internação não atrapalha as aulas, que ainda ajudam na recuperação: a criança tem menos tempo de parar e sofrer, de se deprimir com o ambiente de quietude, injeção, enfermeira, remédio. Então é um momento mais lúdico”, observa Karla.
Juliana Ramos, mãe de Mateus Henrique da Silva, que tem fibrose cística, notou que o filho avançou muito nas matérias escolares com a classe hospitalar. “Meu filho passa mais tempo internado do que na escola. Quando ele volta para a escola já consegue acompanhar os amigos. Antes, quando ainda não tinha classe hospitalar, ele ficou internado uma vez, por três meses e, quando voltou ficou perdido e nem queria mais ir à aula”.
Rosângela Alvares é mãe de Samuel, de um ano e seis meses, internado no IFF desde que nasceu com um problema respiratório crônico. “Depois que Karla chegou, ele se desenvolveu. Até mostrar a língua ele aprendeu com ela e já está comendo por conta própria. Acho interessante, pois é um estímulo diferente”, afirma a mãe.
Algumas doenças crônicas, como a fibrose cística, exigem cuidado especial para evitar infecções. São necessárias aulas individuais. Além da professora, o instituto conta com outra professora no turno da tarde. As duas atendem uma média de 30 alunos por mês, com idades e necessidades de aprendizado diferentes.
Kátia Nunes, diretora do Instituto Municipal Helena Antipoff, responsável pela educação especial na cidade do Rio, explicou que não faltam professores interessados em trabalhar nos hospitais, mas que a especialização dessa mão de obra ainda é um desafio.
“Precisamos formar mais gente. Estamos investindo nessa formação. Se a criança está impedida de ir à escola, temos que levar a escola até eles. E constatamos, por meio de pesquisas, que a escola ajuda recuperação da saúde da criança hospitalizada”, conclui.
Fonte:
Agência Brasil
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