Educação
Brasil deve alcançar o total de 45 mil bolsas concedidas pelo Ciência sem Fronteiras
O programa tem a meta de qualificar 101 mil estudantes e pesquisadores brasileiros até 2015
Desde 2011, cerca de 41.133 bolsas do Programa Ciência sem Fronteiras foram concedidas a estudantes brasileiros. Desse total, 23.851 estudantes foram aprovados no ano passado, sendo que mais de 19 mil já estão no exterior. Outros 17.282 candidatos foram selecionados em chamadas este ano. O balanço do programa foi divulgado nessa quarta-feira (24) pelo Ministério da Educação (MEC).
A meta para 2013 é conceder, ao todo, 45 mil bolsas para estudantes se qualificarem no exterior. Até o mês de maio, estão abertas chamadas para a China, Irlanda, Áustria, Bélgica e Finlândia. A previsão é de que novos editais sejam anunciados no segundo semestre deste ano.
O programa oferece bolsas para áreas consideradas prioritárias para o País, como ciências exatas, matemática, química e biologia, engenharias, áreas tecnológicas e da saúde. A meta do governo é qualificar 101 mil estudantes e pesquisadores brasileiros até 2015.
Durante o balanço, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, também anunciou o cancelamento do edital do programa para Portugal neste semestre. Segundo Mercadante, a intenção é que os candidatos aperfeiçoem ou aprendam uma segunda língua. "Os estudantes têm que enfrentar o desafio da segunda língua. Por isso todos foram convidados a migrar para outros países".
Bolsas para Portugal
No início de março, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) havia anunciado que os estudantes inscritos para bolsas de estudos em Portugal poderiam transferir as inscrições para os Estados Unidos, o Reino Unido, a Austrália, o Canadá, a França, a Alemanha, a Itália ou para a Irlanda. A justificativa foi de que "não é viável alocar esse elevado número de estudantes nas instituições portuguesas".
Os estudantes que ainda não transferiram sua locação não serão prejudicados. O MEC informou que estes estudantes terão o prazo aproximado de 10 dias para escolher um outro país de destino ou desistir da participação.
O ministro esclareceu também que estudantes que participam de outros programas de intercâmbio, como o Programa Conjunto de Bolsas para realização de Doutorado Integral, Doutorado Sanduíche e Duplo Doutorado na República Federal da Alemanha (Capes/DAAD/CNPq), nas áreas contempladas pelo Ciência sem Fronteiras podem ser incluídos no programa. "Não há sentido ter dois programas concorrentes. Os próprios estudantes querem ir para o Ciência sem Fronteiras, as exigências são as mesmas de outros editais, mas as condições são melhores".
A transferência, de acordo com o ministro, possibilita a abertura de mais recursos que podem ser usados em programas que contemplem a área de humanidades - que não está incluída no Ciência sem Fronteiras.
Ciência sem Fronteiras
O Ciência sem Fronteiras é um programa governamental que oferece bolsas de estudo no exterior. O objetivo do governo federal é promover o avanço da ciência, tecnologia, inovação e competitividade industrial por meio da expansão da mobilidade internacional.
O programa já mantém parcerias em 35 países, além de manter, também, parcerias com instituições e empresas como Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), Petrobras, Eletrobras e Vale, que apoiam o programa.
Até o momento, os destinos mais procurados pelos estudantes para o intercâmbio acadêmico foram: EUA, Portugal, França e Espanha.
Fontes:
Ministério da Educação
Com informações da Empresa Brasil de Comunicação
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