Educação
França concede bolsas de doutorado pleno para estudantes brasileiros
Objetivo é formar doutores no exterior em instituições francesas de reconhecido nível de excelência e em áreas do conhecimento consideradas de vanguarda científico-tecnológica
Estão abertas as inscrições para concessão de bolsas de doutorado pleno para brasileiros que desejam estudar na França. A parceria foi firmada entre o Convênio Industrial de Formação por meio da Pesquisa (Cifre), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a agência de fomento à pesquisa e inovação do Ministério do Ensino Superior e da Pesquisa da França (ANRT).
A chamada destina-se a formar doutores no exterior em instituições francesas de reconhecido nível de excelência, em áreas do conhecimento consideradas de vanguarda científico-tecnológica.
Este modelo de doutorado industrial, já executado há alguns anos pela França, traz uma novidade na modalidade que alia o laboratório às empresas. Neste caso, o aluno de doutorado faz o curso vinculado a uma empresa e em um tema de inovação que tem direta aplicação para a instituição. Desta forma, o bolsista dividirá seu período de doutoramento entre a pesquisa em laboratório e em empresas.
A bolsa de estudo tem duração de até 36 meses e o candidato precisa ter nacionalidade brasileira e obtido seu diploma de mestrado há menos de três anos da data de submissão de sua candidatura. Além disso, é necessário possuir comprovante de idioma das Alianças Francesas ou documentação de que já morou/estudou na França que possa comprovar a proficiência no francês.
O presidente do CNPq, Glaucius Oliva, afirma que a França tem tido uma experiência muito interessante por meio desta modalidade de doutorado. “É um modelo inovador, que nós queremos explorar. É uma experiência muito importante para o Brasil que tem, por meio do Ciência sem Fronteiras, do CNPq e de todos os envolvidos, a missão de sinalizar para os nossos jovens e pesquisadores que a sua qualificação, sua formação voltada para inovação, para o empreendedorismo, e para a criação de valor e riqueza é realmente o pano de fundo e o que motiva o Brasil a investir nestas parcerias”.
Os candidatos vão submeter sua proposta exclusivamente ao CNPq por meio de formulário eletrônico disponível no portal do Ciência sem Fronteiras.
"É uma honra poder compartilhar um instrumento que permite à França, há mais de 30 anos, desenvolver a pesquisa e inovação em suas empresas e formar mais de 3 mil pesquisadores franceses, que é o Programa Cifre", ressalta o embaixador da França no Brasil, Bruno Delaye.
Para mais informações, acesse a chamada pública.
Fonte:
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
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