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PNAD 2012: Cai o percentual de pessoas sem instrução

Educação da população

Pesquisa mostra aumento de 867 mil novos formandos no ensino superior. Confira os dados
por Portal Brasil publicado: 27/09/2013 11h29 última modificação: 30/07/2014 00h20

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2012 (PNAD), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que, dentre a população com 25 anos ou mais, o percentual de pessoas sem instrução diminuiu de 15,1% para 11,9% entre 2011 e 2012.

Já a proporção dos brasileiros que possuíam nível fundamental incompleto ou equivalente aumentou de 31,5% para 33,5% no mesmo período, e o percentual de pessoas com nível superior completo passou de 11,4% para 12,0%, um aumento de 6,5% (ou 867 mil pessoas a mais), num total de 14,2 milhões de pessoas.

Em relação à média de anos de estudo das pessoas de 10 anos ou mais, houve aumento de 0,2 anos, passando de 7,3 em 2011 para 7,5 em 2012. Aproximadamente 60,9 milhões de pessoas possuíam pelo menos 11 anos de estudo. Na região Nordeste, o percentual de pessoas com 11 anos ou mais de estudo foi de 28% em 2012, maior que os 27,2% de 2011, enquanto na região Sudeste a proporção foi de 41,8% em 2012 e de 40,4% em 2011.

Os dados da taxa de escolarização mostram que, em 2012, 98,2% das crianças de 6 a 14 anos frequentavam a escola, mesmo percentual observado em 2011. Para os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização em 2012 foi de 84,2%, superior à de 2011 (83,7%). Na faixa de 18 a 24 anos, o percentual estava em 29,4%.

Analfabetos com 15 anos ou mais de idade somavam 13,2 milhões em 2012
Em 2012, a taxa de analfabetismo entre as pessoas de 15 anos ou mais de idade na região Nordeste foi de 17,4%, 0,5 ponto percentual acima da taxa de 2011 (16,9%), variação que não é estatisticamente significativa. Quando comparada a 2004 (22,5%), a taxa caiu 5,1 pontos percentuais. Ainda assim, a região concentrava, em 2012, 54% dos analfabetos nessa faixa etária, um contingente que somava 7,1 milhões de pessoas.

No Centro-Oeste a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade passou de 6,3% em 2011 para 6,7% em 2012, o que também não foi estatisticamente significativo. No Brasil, a taxa foi estimada em 8,7%, frente a 8,6% em 2011 e 11,5% em 2004. Em 2012, havia no País 13,2 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais de idade.

Em todas as grandes regiões, a taxa de analfabetismo tem sido maior nos grupos de idades mais elevadas. Para pessoas entre 15 e 19 anos, a taxa foi de 1,2% em 2012, enquanto para aqueles com 60 anos ou mais estava em 24,4%.

Ao longo da última década, o Ministério da Educação construiu uma política sistêmica de enfrentamento do analfabetismo. O programa Brasil Alfabetizado é uma ação do governo federal desenvolvida em colaboração com estados, Distrito Federal e municípios. O programa garante recursos suplementares para a formação dos alfabetizadores; aquisição e produção de material pedagógico; alimentação escolar e transporte dos alfabetizandos. Prevê, ainda, bolsas para alfabetizadores e coordenadores voluntários do programa.

É importante destacar que, para uma ação efetiva, a alfabetização deve estar integrada a uma política de educação de jovens e adultos, para que os estudantes deem continuidade a seu processo educacional.

A inclusão da educação de jovens e adultos no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) foi um passo importante nesse sentido. Além disso, foi ampliado o financiamento para abertura de novas turmas de educação de jovens e adultos, com foco nas populações do campo, quilombolas, indígenas, egressos do Brasil Alfabetizado e pessoas em privação de liberdade.

A PNAD é realizada desde 1967 e traz informações sobre população, migração, educação, trabalho, rendimento e domicílios para Brasil, grandes regiões, estados e regiões metropolitanas. Os resultados de 2012 podem ser acessados no site do IBGE.

Fonte: IBGE

Com informações do Ministério da Educação

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