Educação
Dados do censo indicam queda na taxa de atraso escolar
Educação básica
O Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou dados do Censo Escolar 2013 relacionados às taxas de atraso escolar. A 'taxa de distorção de idade-série', como também é conhecida, mede os índices dos estudantes com mais de dois anos de atraso escolar. No ensino médio, o índice caiu de 46%, em 2006 para 29,5%, em 2013.
Os dados de 2013 mostram que as maiores taxas de distorção idade-série no ensino médio público ocorrem nas regiões Norte e Nordeste, em escolas de áreas rurais. Consideradas escolas em zonas urbana e rural, Pará (57,3%), Sergipe (50,7%) e Piauí (49,2%) tem as maiores taxas. As menores são registradas em São Paulo (17,1%), Santa Catarina (18,4%) e Paraná (24,3%).
Nas escolas rurais, Amazonas (69,8%), Pará (60,3%) e Piauí (57,7%) apresentam as maiores porcentagens de alunos em atraso escolar. As menores taxas estão em São Paulo (13,8%), Santa Catarina (15,9%) e Paraná (22%).
A partir desta segunda-feira (2), interessados em consultar os índices podem acessá-los na plataforma de dados educacionais QEdu. O portal é uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para educação.
Acesso ao ensino médio
De acordo com a Constituição, cabe aos estados e ao Distrito Federal oferecer prioritariamente o ensino médio. Segundo o Conselho Nacional de Secretarias de Educação (Consed), nos últimos anos, os indicadores foram impactados com a volta de estudantes que tinham deixado a escola.
"Apesar disso, tínhamos que avançar bem mais, dar passos mais largos. Em outros países, os adolescentes terminam o ensino médio com 17 e até com 15 anos", afirma a secretária de Educação do Mato Grosso e membro do Consed, Rosa Neide.
No ano passado, o Ministério da Educação (MEC) lançou o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio. Através dele, o MEC e as secretarias estaduais e distrital de educação assumem o compromisso pela valorização da formação continuada dos professores e coordenadores pedagógicos que atual no ensino médio público, nas áreas rurais e urbanas.
Em um primeiro momento, duas ações estratégicas estão articuladas: o redesenho curricular – em desenvolvimento nas escolas por meio do Programa Ensino Médio Inovador (Proemi) – e a Formação Continuada de professores. As ações devem impactar também na correção do fluxo.
Fonte:
Portal Brasil com informações da Agência Brasil
Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons
CC BY ND 3.0 Brasil
















