Educação
Matrículas em cursos tecnológicos aumentam 5,4%
Educação superior
Matrículas em cursos tecnológicos de educação superior cresceram 5,4% no período de 2012 a 2013. No ano passado, o ingresso de estudantes nos cursos desta modalidade, responderam por 13,6% do número de matrículas na educação superior. Em 2003, o percentual era 2,9%.
Os dados foram divulgados, nesta última terça-feira (9), durante entrevista coletiva sobre o Censo da Educação Superior 2013, com a presença do Ministro da Educação, Henrique Paim e o presidente do Inep, Chico Soares.
Entre 2003 e 2013, as matrículas em cursos tecnológicos passaram de 115 mil para quase 1 milhão, o que representa crescimento médio anual de 24,1%. Nesse grau acadêmico, os estudantes estão concentrados em instituições privadas (85,6%).
Na rede federal de cursos tecnológicos, houve expansão de 171% das matrículas no período citado, um crescimento médio anual de 10,5%.
De acordo com o ministro da Educação, Henrique Paim, o aumento dos cursos tecnológicos e de engenharia é "fruto do mercado de trabalho, que tem crescido muito e reflete na oferta dos cursos e nas matrículas. Isso é muito importante e responde à necessidade".
Educação a distância
Os cursos de educação a distância representam cerca de 15% das matrículas de graduação no País. Em dez anos, o número aumentou quase 25 vezes. Em 2003, havia 52 cursos desse tipo no País; no ano passado, o número chegou a 1.258.
O número, no entanto, caiu 5% em relação ao apurado no último censo, de 2012. Enquanto isso, o ingresso na educação presencial manteve-se praticamente constante, com variação positiva de 1%. O ministro da Educação, Henrique Paim, apontou a modalidade como uma das causas da redução do crescimento das matrículas no ensino superior.
O Ministro afirmou que o Ministério da Educação (MEC) tem a preocupação de garantir a qualidade de tais cursos e atribuiu a esse maior rigor a queda nas matrículas. "Vários processos seletivos foram suspensos por medidas regulatórias e de supervisão porque não demonstraram qualidade ou demonstraram reincidência em avaliações de desempenho", explicou.
Na modalidade de curso a distância, 39,1% das matrículas são de licenciatura, 31,3% no bacharelado e 29,6% em curso tecnológico. A rede privada concentra 86,6% das matrículas. Dos 2,7 milhões dos que ingressaram em 2013 na graduação, 18,8% optaram por essa modalidade de curso.
O presidente do Inep, Chico Soares, ressaltou que o ensino a distância ainda é uma modalidade nova e muitas vezes recebida com "com uma certa crítica", mas que tem crescido e que, atualmente, como mostram os dados, extrapola a formação de professores e chega a bacharelados e cursos tecnológicos.
Marco regulatório
Além disso, Henrique Paim destacou que a preocupação do MEC é com um novo marco regulatório para a modalidade de educação a distância. Posteriormente, poderá ser discutido o financiamento estudantil para educação a distância.
O novo marco está sendo elaborado pelo Conselho Nacional de Educação. Entre as mudanças previstas está uma nova avaliação para a modalidade. Até novembro, um documento consolidado deverá ser enviado ao MEC.
Aumento de mestres e doutores
No quesito qualidade, o censo traz um quadro sobre a evolução da formação dos professores nas instituições de ensino superior públicas. Nos últimos dez anos, o número de mestres cresceu 90% e de doutores 136%.
Sobre a relação entre o número de ingresso de jovens no ensino superior – 2,7 milhões em 2013 – e o de concluintes no mesmo ano, 1 milhão, Paim informou que é preciso cruzar dados para ter um quadro completo, mas adiantou duas informações: houve crescimento significativo da entrada de jovens trabalhadores em cursos noturnos e é natural que esses estudantes necessitem de um tempo maior para concluir sua formação; a oferta temporária de cursos de educação a distância.
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