Educação
Olimpíada do Conhecimento divulga projetos desenvolvidos em sala de aula
Educação profissional
Durante a 8ª edição da Olimpíada do Conhecimento, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com os institutos federais de educação, ciência e tecnologia, apresentou vários projetos desenvolvidos em sala de aula. A olimpíada terminou neste último sábado (6), em Belo Horizonte (MG), após quatro dias de competições.
Segundo o diretor de desenvolvimento da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, Oiti José de Paula, a participação do MEC em competições como essa é importante principalmente para o desenvolvimento do País. “Todo o trabalho desenvolvido ao longo de anos e apresentado aqui na olimpíada tem resultados práticos e reais”, afirmou.
Entre os trabalhos apresentados, um dos destaques foi um robô caracterizado como dançarina, criado por equipe de estudantes do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Segundo Alice Pereira de Oliveira, integrante do projeto, que já recebeu premiações nacionais e internacionais, a oportunidade de fazer um curso técnico ampliou sua visão sobre o mercado de trabalho. “O que aprendi na escola tem aplicação na indústria”, disse.
Projetos inovadores
O projeto sobre bafômetro adaptado dentro de um caminhão também despertou atenção. Na prática, a ignição do veículo trava tanto no caso de o motorista estar alcoolizado quanto na hipótese de a íris do profissional não estiver cadastrada no banco de dados da empresa.
O professor Igor da Rocha Barros, do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense (IF Sul), diz que foram necessários quase dois anos para desenvolver o projeto, com a participação de três alunos e dois orientadores. “A ideia desse sistema surgiu com a Lei Seca [Lei nº 11.705, de 19 de junho de 2008]. A inovação é o cadastramento da íris dos motoristas. Uma inovação 100% nacional", afirmou.
Outro projeto apresentado foi o de 'Motores Translúcidos' elaborado pelo Instituto Federal de Pernambuco. O aparelho é um dispositivo didático, voltado para o aprendizado sobre o funcionamento de um motor de carro em sala de aula. Foram oito anos de pesquisa, com envolvimento de empresas da Alemanha, Itália e Brasil, mais de 100 engenheiros e cerca de mil estudantes.
Participação dos professores
Nesta edição, os professores também participaram da competição por meio do Fórum de Educação para o Mundo do Trabalho. Durante dois dias de programação, os docentes puderam conferir palestras, apresentações culturais e conferir as atividades das olimpíadas.
Para a diretora de política de educação profissional e tecnológica da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do Ministério da Educação, Nilva Schroeder, a participação de educadores na Olimpíada é uma forma de motivá-los. “Esperamos que eles saiam daqui com a ideia de que a pesquisa e as situações-problema são fundamentais para a construção do conhecimento”, ressaltou.
Dentre as atividades realizadas, os professores assistiram à palestra ‘O Papel do Docente na Realização do Projeto Político Pedagógico’, além de participarem de mesas de debates sobre práticas de aprendizagem e tecnologias na educação.
Sobre a Olimpíada
Maior torneio de educação profissional das Américas, a 8ª Olimpíada do Conhecimento reuniu estudantes que executaram provas sobre 58 profissões técnicas ligadas à indústria, ao setor de serviços e à agropecuária
A iniciativa acontece a cada dois anos e envolve estudantes de cursos técnicos e de formação profissional do Senai e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Nesta edição, participaram aluno dos Institutos Federais de Tecnologia, além de 45 jovens com deficiência que competiram entre si em quatro modalidades.
Dos 726 participantes, 597 passaram por cursos de formação inicial e continuada (FIC) ou cursos técnicos de nível médio nos institutos federais de educação, ciência e tecnologia e nas unidades do Senai e do Senac.
Fonte:
Ministério da Educação
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