Educação
Autores vencedores recebem prêmios e livro com seus textos
Olimpíada de português
Os vencedores da quarta edição da Olimpíada de Língua Portuguesa tiveram uma surpresa na premiação do evento, nessa quarta-feira (17), em Brasília.
Cada um dos 38 receberam uma coletânea com edição exclusiva e limitada contendo todas as obras de cada finalistas.
Ao todo, são 287 páginas com textos dos diferentes gêneros como poesias, memórias literárias, crônicas e artigos de opinião criados pelos alunos do quinto ao nono ano do ensino fundamental e dos três anos do ensino médio da rede pública de ensino.
O velho Chico, A assentamento Oito de Abril, A poeira e a chuva, e A Casa da Loucura são alguns dos 152 textos finalistas.
Na cerimônia, o Ministério da Educação e os parceiros da olimpíada parabenizam os novos escritores e agradecem o apoio dos professores que ajudaram os estudantes a descobrir o poder da palavra escrita.
Coletânea
Lá vem... Lá vem é o título do poema de Jullyo Cesar Ferreira da Silva, de Petrolina (PE), que conta como o rio São Francisco aparece na paisagem da cidade e como suas águas influem na vida das pessoas e da economia regional. Não só isso, o velho Chico é poesia. Esse poema está na página 48 da coletânea.
Um segredo revelado é o relato de Valdirene Prestes Santos, de Jardim Alegre (PR), premiada no gênero memórias literárias. Valdirene relata a saga da ocupação de uma área rural no interior do Paraná, hoje o assentamento Oito de Abril.
A estudante entrevistou a trabalhadora rural Elena Vieira, de 56 anos, que conta como foi sua trajetória na conquista do pedaço de terra, no período de 1997 a 2014. O texto está na página 80 do livro da olimpíada.
O Mundo de uma cor só é o texto de Isabella Kétlin Silva Barros, de Alta Floresta (RO), vencedora do gênero crônica. Isabella diz que a vida vista da sua janela não é poética, porque o ‘poeirão’ da rua domina a paisagem por meses.
“Como uma engolidora das cores, ela vem como uma nuvem e cobre as flores, as folhas, os telhados...”. Mas a chegada da chuva muda o humor da estudante, que escreve “é indescritivelmente esplêndido o cheiro da chuva molhando e lavando o chão...”. A crônica está na página 172 da coletânea.
Passado que não passou é o texto de Gabriel Schincariol Cavalcante, de Barbacena (MG), premiado em artigo de opinião. “Virou museu, livro, festival. Só não virou passado.”
É assim que o estudante conta um capítulo da história de Barbacena, que foi abrigo de vários hospitais psiquiátricos, e da indiferença humana com os classificados como loucos e indigentes. “Morriam numa época em que ser triste era ser louco.”
Depois, o estudante também olha a cidade hoje e escreve: “tem rosas, um povo acolhedor, é uma cidade de subidas intermináveis”. O artigo de Gabriel está na página 276 do livro de textos da olimpíada.
Com o tema O lugar onde vivo, o objetivo do Ministério da Educação com Olimpíada de Língua Portuguesa é estimular os estudantes a escrever sobre fatos, histórias, vivências, belezas, problemas que eles observam.
Em 2014, a olimpíada mobilizou 5,1 milhões de estudantes em 46.902 escolas públicas da educação básica. Desse conjunto de alunos, 152 chegaram à etapa final, dos quais 20 foram premiados com medalha, notebook e impressora.
Fonte:
Ministério da Educação
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