Educação
Projetos sustentáveis de alunos são apresentados em São Paulo
Inovação e pesquisa
Quem for à Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), terá a oportunidade de conhecer mais de 330 projetos científicos desenvolvidos por 746 estudantes pré-universitários de todo o País. A entrada é franca e o evento segue até próxima quinta-feira (19).
Muitos dos projetos apresentam soluções e alternativas para problemas da sociedade. Por exemplo, uma cadeira de rodas com um sistema eletromecânico que eleva o assento, permitindo ao cadeirante alcançar prateleiras mais altas em um supermercado, e uma pulseira com um dispositivo que pode evitar o sequestro de crianças na saída das escolas.
Este ano, os trabalhos também apresentam soluções para economizar água e energia. Ao todo, 39 projetos abordam o tema de melhor aproveitamento dos recursos naturais. É o caso, por exemplo, do Eco Laundry, desenvolvido por seis estudantes do ensino médio do Colégio 12 de Outubro, em São Paulo. Trata-se de um sistema que reaproveita a água da máquina de lavar roupas.
“O sistema basicamente é um filtro com calcário, areia e carvão ativo. Ele reutiliza a água da máquina que você acabou de usar na lavagem. A água passa pelo filtro e vai para o reservatório. Você pode fazer esse ciclo de cinco a seis vezes, até que a água não esteja pura o suficiente para fazer mais uma lavagem”, explicou Vitor Pirolla, de 16 anos, um dos criadores do projeto.
Ele ressaltou que o sistema demorou cerca de cinco meses para ser concebido e pode trazer uma economia de 130 litros de água em cinco lavagens. Pirolla destacou também o baixo custo do projeto. “Não é caro. E qualquer pessoa pode ter. Gastamos em torno de R$ 100 para fazer todo o sistema. E, com o passar do tempo, na conta de água você recupera todo esse dinheiro”.
Outro projeto que também estimula a economia de água, e desde 2011 é aplicado na Escola Professor Mansueto Boff, em Concórdia, Santa Catarina, é o que capta água de chuva para uso nas descargas de vasos sanitários. O trabalho foi desenvolvido pelas estudantes da própria escola Gabriele Ângela Pimentel e Ketlin Luane de Oliveira.
“Nossa escola é composta por um prédio escolar e um ginásio, que é todo cercado por calhas. Essas calhas são responsáveis por captar a água da chuva, que passa por uma caixa de mil litros, onde ficam as primeiras impurezas como galhos e folhas. Essa água vai então para um reservatório de madeira”, explicou Gabriele. De lá, segundo a estudante, a água segue para outra caixa, que fica abaixo de uma quadra aberta na escola.
Desde que foi implantado, o sistema trouxe para a escola uma economia mensal de até 55% na conta de água.Sem considerar a célula fotovoltaica, que foi doada à escola, o projeto teve um custo de cerca de R$ 7 mil, disseram as estudantes.
A coordenadora-geral da feira, a professora da Poli/USP Roseli de Deus Lopes, destacou que o evento é um importante indutor de pesquisas dentro das escolas.
“O que trazemos aqui, anualmente, são exemplos de jovens e professores protagonistas. E procuramos dar a maior visibilidade possível a eles, para que sirvam de exemplo lá na ponta. Queremos induzir nas escolas a possibilidade de fazer projetos de pesquisa científicas e tecnológicas”, afirma Roseli.
Premiação anual
O Prêmio Professores do Brasil, iniciativa do Ministério da Educação (MEC), anualmente premia os melhores projetos pedagógicos implantados em diversas escolas da rede pública de ensino.
Entre os vencedores na oitava edição da iniciativa, está o "Projeto Reúso da Água de Condicionadores de Ar para Irrigar Hortas Suspensas", de autoria da professora de biologia Juliana Girardello Ker. O projeto foi foi desenvolvido com 40 alunos de segundo ano do Centro de Ensino Médio Tiradentes, de Palmas (TO).
A ideia surgiu em 2013, quando Juliana, apenas como experiência, criou um protótipo do projeto, com apenas dois alunos envolvidos. Este ano, ela resolveu retomar a ideia. Mostrou aos alunos o desperdício de água dos aparelhos de ar condicionado e explicou que aquela água poderia ser reutilizada.
“Pensamos em uma horta, mas a horta comum seria apropriada para pessoas que moram em casas, não em apartamentos”, observa. “Chegamos então à conclusão de que deveríamos fazer uma horta suspensa.”
>> Confira mais informações sobre o Projeto.
Fonte:
Portal Brasil com informações da Empresa Brasil de Comunicação e Portal do Professor
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