Educação
'Acerta o Enem', diz especialista sobre o tema da redação
Exame Nacional do Ensino Médio
O debate sobre a violência contra as mulheres foi o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015. A professora da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB) Debora Diniz, também pesquisadora do Instituto de Bioética Anis, avalia a importância de a questão ter sido abordada na edição deste ano.
"O tema da redação do Enem desse ano, 'a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira', não era uma pergunta, se a violência deve ou não continuar", analisou. "'Persistência' quer dizer que algo de muito errado está em curso. E a pergunta feita aos jovens estudantes é como se posicionar", completou a professora da UnB, em entrevista ao Portal Brasil.
Para Debora, a escolha do tema da redação não possui cunho ideológico. Na opinião dela, a prova traz a afirmação de que reconhecer a igualdade de gênero é uma forma de ingresso na vida adulta e de exercício de cidadania.
"Acerta o Enem quando coloca uma questão de posicionamento, de argumentação, de que a violência contra as mulheres é um equívoco, um erro, uma imoralidade, uma injustiça na sociedade brasileira", resumiu a pesquisadora.
Educação
Debora lembra que a escola constitui espaço fundamental na formação da cidadania na ordem jurídica e política brasileira. A desigualdade entre homens e mulheres, defende ela, tem de ser enfrentada em sala de aula.
"É ali, onde os temas mais delicados, perpetuados pelas casas, pelas ruas, pelas famílias, que eles têm que ser enfrentados. A desigualdade de gênero têm que ser enfrentada pela escola", explicou.
Repercussão
A professora da UnB disse ainda que a repercussão em torno do tema da redação do Enem 2015 "causa surpresa de como as mudanças no campo da desigualdade de gênero são lentas no País".
"Só que isso tem implicações imediatas para a vida concreta das mulheres e das meninas. Quando o Enem lança um tema como esse e a repercussão que tem são apenas um alerta de que nós temos, com muita urgência, falar de gênero, falar de igualdade entre homens e mulheres nas escolas", concluiu Debora.
Fonte: Portal Brasil
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