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Educação

“Críticos não sabem o quanto o programa engrandece a gente e o País”, diz estudante

#LugarDoNegro

Universitária da UnB defende Ciência sem Fronteira, após intercâmbio na Austrália; para ela, bolsistas retornam com condições de "ajudar no desenvolvimento do Brasil"
por Portal Brasil publicado: 29/11/2015 04h07 última modificação: 30/11/2015 12h22

A experiência de viver em um país diferente – especialmente um escolhido para você e não por você – e ter de aprender outro idioma para cursar uma faculdade no exterior pode não ser das mais fáceis. Mas essa experiência também pode te levar à descoberta de novos horizontes. Foi o que aconteceu com Helen Gomes, de 22 anos, estudante de Arquitetura na Universidade de Brasília (UnB).

Ela queria ir para o Reino Unido pelo Ciência sem Fronteiras (CsF), mas como todas as bolsas para a Grã Bretanha já haviam sido ocupadas por outros estudantes, o programa lhe sugeriu a cidade de Adelaide, no sul da Austrália. “Eu nunca tinha pensado em ir para a Austrália, um país tão diferente, né? Longe daqui. Mas quando eu cheguei lá, eu me encantei com o país”, conta.

Helen topou o desafio aos 19 anos. "Antes de eu ir deu medo. Eu nunca tinha morado só. Sempre dependi da família. Mas foi com certeza a melhor experiência da minha vida", afirma.

Ela morou um ano e meio na Oceania, sendo que seis meses foram dedicados a estudar apenas inglês. Helen falava o básico do idioma antes de ir e este seria o maior desafio para assistir as aulas de arquitetura na University of South Wales.

“Eu acho que a maior adaptação foi mesmo assistir uma aula em inglês", relata, destacando que no campus tinha "centros para os estudantes internacionais, aonde você ia depois da aula e pedia ajuda”.

Plano antecipado

Filha de uma policial militar e um comerciante, Helen avalia que sem a bolsa do CsF seria mais difícil passar uma temporada fora do País. “Eu sempre pensei em estudar fora. Foi sempre um planejamento meu. Se não tivesse sido o Ciência sem Fronteiras ia ser um projeto que eu ia ter de deixar bem mais para frente, mais 10 anos, 15 anos”, afirma.

O contato "democrático" que o programa fez ela ter com outros estudantes brasileiros na Austrália é outro ponto visto como positivo. “Eu conheci pessoas de várias classes sociais diferentes, várias delas que nunca poderiam ter tido essa oportunidade se não fosse o programa”, conta.

Por isso, ela rejeita críticas ao CsF. “A pessoa que critica um programa como o Ciência sem Fronteiras, provavelmente, nunca fez um intercâmbio. Não sabe o quanto que muda tudo e te engrandece e engrandece o País também”, avalia.

“Você está mandando pessoas jovens para conhecer outras estruturas. Muitas delas foram para países bem mais desenvolvidos e, então, voltaram com uma cabeça muito mais aberta para várias coisas e que vão ajudar no desenvolvimento do País”, confia.

Novo rumo

A abertura de ideias foi o que levou Helen a trancar o curso na UnB seis meses depois de voltar de Adelaide, em janeiro de 2015. Isto porque, ela teve aulas de design gráfico na universidade australiana e decidiu tirar um tempo no ensino superior para fazer um curso técnico na área.

O novo horizonte foi resultado do que ela chama de "foco mais prático" do curso na Austrália, onde a faculdade de arquitetura incluía disciplina de outras áreas.

A brasiliense moradora da Asa Sul, bairro da capital federal, pensa agora em como juntar o design com a arquitetura. "Eu estou decidindo como vou atrelar esse novo conhecimento que eu me identifico bastante com meu conhecimento na arquitetura, como vou juntar essas duas coisas."

Fonte: CapesCiência sem FronteirasCNPqMECMCTI

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