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Educação

Pesquisador defende aprimoramento na política de cotas na Educação

Inclusão

Presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros, Paulino Cardoso, defendeu que alunos precisam ser acolhidos antes de ir para o Ensino Superior e querer entrar na universidade
publicado: 06/11/2015 11h16 última modificação: 09/11/2015 18h42
Divulgação/EBC "Esses alunos precisam ser acolhidos antes de ir para o ensino superior e querer entrar na universidade", diz pesquisador

"Esses alunos precisam ser acolhidos antes de ir para o ensino superior e querer entrar na universidade", diz pesquisador

presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (Abpn) e coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade do Estado de Santa Catarina, Paulino Cardoso, defendeu que a política de cotas deve ser revista, no sentido de não excluir os jovens negros e, diante desse cenário, propôs que a educação político-racial deve ser priorizada no Ensino Médio. Ele disse que as políticas afirmativas foram focadas por muito tempo no Ensino Superior. Cardoso apresentou esse posicionamento durante a conferência “Diálogos e perspectivas sobre a questão racial no Brasil”, em Brasília, nesta quinta-feira (5), 

“A forma com que esses processos seletivos são organizados nos excluem desde coisas simples, como a taxa de inscrição e os critérios para isenção ou não. Temos de discutir também que cota não tem que ser teto, mas ser piso. Hoje, os estudantes concorrem entre si nos programas e eles deveriam concorrer no geral, tirar as 80% das vagas para as melhores notas, e o restante da porcentagem tirar para estudantes que fizeram a opção pela cota. E aí teríamos um número maior de estudantes, inclusive”, disse.

"À medida que você entra no Ensino Médio, as classes vão clareando; poucos são os que terminam o 9º ano e conseguem ir para o Ensino Médio, ou não finalizam ou, então, param aí, porque não são estimulados a continuar os estudos. Ou chega na universidade sozinho”, disse.

Segundo Paulino, esses alunos precisam ser acolhidos antes de ir para o Ensino superior e querer entrar na universidade. “Para isso, precisamos conhecer esses meninos e meninas, temos que preparar sua autoestima e aquelas deficiências de formação que são cobradas nos vestibulares ou mesmo no Enem [Exame Nacional do Ensino Médio]."

A coordenadora de Educação em Diversidade da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Renata Parreira, afirmou que as ações afirmativas devem ser trabalhados no Ensino Médio, mas defende que iniciar o processo desde o ensino infantil é fundamental, “para já influenciar um outro pensar em relação a questões raciais, da educação antirracista, do respeito às diferenças que está presente na escola, e esse processo acontece desde desde pequeno”.

A conferência foi realizada durante a 4ª Semana de Reflexões Sobre Negritude, Gênero e Raça (Sernegra), do Instituto Federal de Brasília, e o 2º Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros da Região Centro-Oeste (Copene CO).

Os encontros vão até domingo (8) com oficinas, mesas-redondas, exposições e apresentações artísticas. No encerramento, os participantes visitarão o Quilombo Mesquita, na Cidade Ocidental (GO), no entorno do Distrito Federal, para uma roda de conversa. A programação completa está disponível no site do evento.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil 

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