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Educação

Membro da etnia Ye’kuana recebe título de mestre

Inclusão

Bolsista do programa Observatório da Educação, indígena concluiu mestrado em Geografia na Universidade Federal de Roraima
por Portal Brasil publicado: 14/06/2017 19h52 última modificação: 16/06/2017 08h14
Foto: Arquivo pessoal Dissertação do indígena, orientada pela pesquisadora Maria Bárbara Bethonico, analisou situação de duas etnias

Dissertação do indígena, orientada pela pesquisadora Maria Bárbara Bethonico, analisou situação de duas etnias

Pela primeira vez, um membro da etnia Ye’kuana conquistou o título de mestre no curso de Geografia da Universidade Federal de Roraima (UFRR). Castro Costa da Silva desenvolveu o projeto com a bolsa do Observatório da Educação, da Fundação Capes.

A dissertação de Silva discutiu as transformações socioespaciais das comunidades indígenas Ye'kuana e Sanumã na região de Auaris (RO). A pesquisa se debruçou sobre os problemas dessas comunidades diante da escassez de recursos naturais.

Silva defende em seu trabalho que a mudança de hábitos dessas comunidades indígenas, que passaram a ser gregárias, comprometeu a caça, a pesca e a fertilidade do solo.

Segundo ele, a oferta de serviços públicos como postos de saúde e escolas atraíram as comunidades. Para a pesquisadora Maria Bárbara de Magalhães, o trabalho de Silva contribui para explicar diversos conflitos de terra na região. “O estudo conseguiu elucidar a situação que leva a conflitos no uso dos recursos naturais [caça, pesca, locais para roça]”, ponderou.

Para o geógrafo, os povos indígenas do Brasil tiveram ampliado seu acesso à educação a partir dos anos 2000, por meio de iniciativas de reserva de vagas. “Atualmente sou mestre, e o que me garantiu essa conquista foi a bolsa do Obeduc”, afirmou o pesquisador.

Para Maria Bárbara, a abertura de espaços específicos para a formação de alunos indígenas foi decisiva para consolidar a oferta de oportunidades. “Sempre nos deparamos com vários pesquisadores interessados em estudar os índios, porém existia pouca abertura para que esses indígenas realizassem suas próprias pesquisas. Com a criação de institutos como o Insikiran, na UFRR, os alunos indígenas podem promover um diálogo sobre outras formas de ver, pensar e viver no mundo.” 

Fonte: Portal Brasil, com informações da Capes

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