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Educação

Olimpíada Internacional de Matemática reúne mais de 600 estudantes no Rio

Competição

Alunos terão que resolver seis problemas de matemática em dois dias; em 2016, Brasil ficou em 15º lugar
publicado: 16/07/2017 11h32 última modificação: 17/07/2017 09h54

O Rio de Janeiro recebe, nesta segunda-feira (16) e terça-feira (18), a 58ª Olimpíada Internacional de Matemática. Mais de 600 estudantes de 112 países vão participar da competição. É a primeira vez que o evento é realizado no Brasil e a quarta vez que passa pela América do Sul desde que foi criado, em 1959.

Seis estudantes de ensino médio de cada país competem no evento. Eles terão que realizar seis problemas matemáticos de difícil resolução, mas que exigem apenas conhecimentos deste nível de ensino. Segundo o diretor-geral do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Marcelo Viana, os participantes têm um dia para resolver os três primeiros e outro dia para resolver os demais.

“São seis problemas realmente muito difíceis, que exigem uma concentração notável. É o tipo de problema que você tem que ter uma inspiração meio divina para resolver. E, é claro, além da inspiração, o treinamento também faz diferença”, conta Viana.

Aqueles que conseguem melhor pontuação são premiados com uma medalha de ouro, prata ou bronze, dependendo do total de pontos obtidos (o máximo é 42 pontos). Os estudantes que não conseguem medalha, mas acertam integralmente pelo menos uma questão, recebem uma menção honrosa.

Ranking

Além das premiações individuais, há um ranking entre os países. No ano passado, o Brasil ficou em 15º lugar, a melhor colocação já obtida desde que começou a participar do evento, em 1979. Neste ano, Viana acredita que os brasileiros têm tudo para conseguir se superar

“A gente espera que o espírito de 'jogar' em casa ajude, mas não é só isso. Esse ano, a gente organizou bem melhor o treinamento. Nós oferecemos um treinamento mais caprichado, com apoio de escolas do Rio, de São Paulo. No ano passado, a olimpíada foi em Hong Kong. Por falta de organização e recursos, nossos garotos voaram para Hong Kong praticamente na véspera. E depois de 30 horas de voo, todos ainda voltaram com medalhas. Foi realmente uma façanha”, disse Viana.

Fonte: Portal Brasil, com informações da Agência Brasil 

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